Aprendi muitas lições na vida, e
entre elas, uma é não me meter em conflitos alheios ou em algo que não me diz
respeito. Quando observo determinadas cenas, como desavenças sérias e contendas
entre pessoas desconhecidas, não me atrevo a ser um SUPER-HOMEM e querer
resolver algo que não tenho como solucionar.
E aí, o
que devemos fazer em tais situações?
Tomar a
providência que estiver ao nosso alcance e que for realmente necessária, que é:
chamar a polícia, pois eles possuem mais condições de resolver, uma vez que são
talhados*
e treinados para isso.
Não me
intrometo em litígios alheios por duas condições básicas:
- Sou uma pessoa, por natureza,
inclinada a fugir de confusão;
- Por obedecer a uma admoestação
bíblica: "Quem se mete na discussão é como quem agarra pelas orelhas um
cachorro que vai passando" (Provérbios 26.17 NTLH - Nova Tradução na
Linguagem de Hoje).
A
respeito do item 2, experimente pegar um cão pelas orelhas e veja o que
acontece. É o mesmo que pedir para ser mordido por ele. Assim, deve ser a
nossa atitude no que diz respeito às discussões alheias. O conselho bíblico é
não se meter! Prefiro ficar com esta recomendação e, se alguém também não quer
se machucar, FAÇA O MESMO.
O mundanismo**
reinante neste mundo incentiva muitos a se meter em discórdias, mas desobedeço
prontamente a esta concepção e fico com a Bíblia. É importante assimilar que
muitos se meteram em confusões alheias e perderam a vida. Alguém pode e deve
intervir em brigas, desde que seja primordial, como em ocasiões relacionadas às
pessoas de sua intimidade ou de sua família, mas, se puder, invocar uma
autoridade policial, CHAME.
Um amigo passou por
uma situação bem constrangedora. Ele, em sua residência, já tarde da noite,
recebeu uma ligação telefônica da vizinha, alegando que o marido estava
tencionando agredi-la, rogando que ele fosse lá imediatamente. Quando já se dirigia para a
residência dos vizinhos, a esposa dele refutou fortemente a ideia, afirmando
que, se quisesse ajudar, deveria avisar a polícia, e ele assim procedeu. Depois
de certo tempo, a contenda silenciou, parecendo que tudo tinha voltado à
normalidade. No outro dia, logo cedo da manhã, quando meu amigo foi trabalhar,
a primeira cena que observou foi o casal vizinho no maior amor, saindo
animadamente numa motocicleta para suas ocupações diárias. Pois é! Um exemplo
de como não devemos nos meter em certas coisas.
Outro
exemplo me vem à lembrança, quando meu saudoso pai me contou uma circunstância
curiosa que vivenciou, e foi a seguinte: ele viu dois irmãos brigando, quando o
mais velho batia no mais novo. Aí meu pai resolveu interferir na briga,
querendo separar os irmãos, no que o mais novo disse que meu pai ficasse
quieto, pois quem estava batendo nele era seu irmão e que não devia se meter
com sua família. Meu pai assimilou a lição e não mais se meteu em confusão
alheia.
As
narrativas acima expostas já têm algum tempo que ocorreram; todavia, não
perderam a eficácia e os ensinamentos. Da mesma forma, os conselhos
recomendados na Bíblia para não se envolver em litígios de terceiros ainda
estão em plena vigência. O que era verdade em tempos idos, especialmente na área
espiritual, não perdeu a validade, e, como bem explanou Billy Graham: "A
Bíblia é mais atual do que o jornal de amanhã."
Devemos fugir do que não é da
nossa conta. Problemas já se têm aos montes, e querer arrumar ainda mais é uma
tolice a toda prova***, pois: "Honroso é para o homem desviar-se
de questões, mas todo tolo é intrometido" (Provérbios 20.3).
______________
*Adaptados, moldados.
**Materialismo. Caráter ou qualidade de mundano, do que se
relaciona com o mundo terreno, por oposição ao mundo espiritual.
*** Que resiste
a todo tipo de contestação; que não admite restrição.
O texto traz um grande exemplo de vida. Parabéns pelos seus escritos com grandes ensinamentos.
ResponderExcluir👏👏👏👏👏👏👏👏 Leni
ResponderExcluir👏👏👏👏👏 Luziná
ResponderExcluirVerdade. Obrigado pelos comentários.
ResponderExcluir👏👏👏👏
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