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terça-feira, 21 de julho de 2026

TEM CONVERSAS QUE NÃO SÃO PARA TODOS!

Como é salutar “conversar”. Em singulares diálogos, aprenderemos, ensinaremos, trocaremos experiências, desabafaremos, daremos e receberemos conselhos. Enfim, uma espécie de entendimento mútuo que nos fará bem, especialmente quando a comunicação for confiável, verdadeira e equilibrada. Todavia, existe um impedimento que é fundamental para que a conversa seja eficaz e destituída do perigo de vazamento de informações ou simplesmente fique livre de uma inconfidência, que é:

  • Com quem você conversa e quem escuta esses diálogos.

Há conversações que são públicas e não trazem maiores cuidados, já que são adequadas a todos os tipos de personalidade, entendimento e maturidade. Para participar de tais reuniões ou encontros, não é necessária uma maior reserva, pois o que é dito não carrega grande responsabilidade, até mesmo em sua divulgação.

Já outras conversas não são apropriadas para todos os públicos e conjunturas, devendo ser limitadas, principalmente quando necessitam de:

1. PRIVACIDADE:  
Assuntos pessoais mais sérios, como, por exemplo, uma “confidência”, não podem ser evidenciados para qualquer um. A confiabilidade no ouvinte de um diálogo mais reservado deve se esmerar em um cuidado imprescindível, até porque a divulgação do que deve ser privado pode trazer problemas irremediáveis.

2. PROFISSIONALISMO 
O que é profissional deve ficar limitado ao âmbito respectivo, assim como o que acontece na vida pessoal deve ser, obviamente, circunscrito ao particular. Em uma “roda de conhecidos”, não é adequado conversarmos sobre atividades ocupacionais, já que, infelizmente, alguém do meio pode ter pensamentos maldosos e até nos prejudicar, justamente por não termos tido a “segurança” necessária ao tratar de um assunto que deveria ser reservado ao âmbito profissional.

3. MATURIDADE
Nem todos terão maturidade para ouvir coisas sigilosas ou para participar de algumas conversas. Darei um exemplo que pode até parecer “pura pretensão” de quem age assim, o que nem acho que seja, mas não me omitirei, nem tampouco serei hipócrita, e assim ilustrarei: 
  • Alguém muito rico não deve sair conversando por aí, demonstrando a qualquer um o que possui. Muito embora não ache conveniente dizer a ninguém o que se tem, todavia certas coisas entre os “mais abastados financeiramente” são até aceitáveis, já que são possuidores do mesmo nível social e do mesmo raciocínio em relação ao âmbito financeiro. O indivíduo rico pode e deve ter amigos pobres, mas não deve constrangê-los com revelações sobre o que possui, pois o mais simples não terá o desenvolvimento emocional suficiente para lidar com tal deslumbramento. Então, não se deve conversar sobre determinados assuntos, especialmente quando alguém não tiver maturidade para entender o contexto da argumentação.

Compreender as circunstâncias existenciais é um ponto importante para reconhecer quando o assunto é público ou privado. Nem todos terão discernimento, intelecto, sabedoria e conhecimento para conviver com certos contextos que acontecem contigo e que devem permanecer na privacidade. É salutar tratar todos bem e, com alegria, compartilhar nossas histórias; todavia, viver não é simples, e certos “procedimentos” devemos limitar aos mais íntimos.

Por outro lado, não há limite quando a conversa é sobre Deus, pois tal posicionamento deve ser público, para que todos ouçam e que o evangelho seja proclamado para todas as nações (Marcos 13.10).

sexta-feira, 30 de abril de 2021

O QUE SAI DA SUA BOCA?

"Há palavras que ferem como espada, mas a língua dos sábios traz a cura." (Provérbios 12.18).

Existem pessoas que, ao abrirem a boca, destilam o que têm de mais prejudicial no coração, ao passo que os lábios do sábio exprimem palavras de sabedoria e entendimento. É preferível ficar calado do que pronunciar termos que possam maldizer o semelhante ou colocá-lo para baixo. Por outro lado, o negativismo alheio é algo que pode influenciar, e ao aceitarmos conversações pessimistas, traremos para o íntimo ingerências que não nos farão bem. O prudente abre pouco a boca e é moderado no falar; todavia, quando se pronuncia, positivará a vida daquele que está ouvindo. 

A Bíblia compara a língua do justo a uma prata escolhida (Provérbios 10:20), demonstrando o quanto ele manuseia adequadamente uma conversa, produzindo sabedoria e colocando aquele que ouve em um bom patamar de experiências adquiridas. Em contrapartida, a boca do tolo e do insensível está cheia de impiedade e coisas ruins.
Certamente, você conhece aquele tipo de indivíduo que, quando abre a boca, machuca quem está ouvindo. Parece que ele tem prazer em proferir palavras ofensivas e inoportunas, levando os mais despreparados emocionalmente a um derrotismo de ideias, quando não incita algo pior.
Fale aquilo que estimula o bem, colocando o semelhante para cima, e que o ouvinte seja estimulado por ideias positivas e incentivadoras. Quando tiver a oportunidade de dialogar com alguém, pense muito bem antes de falar, pois, como bem afirmou Aristóteles: "O sábio nunca diz tudo o que pensa, mas pensa sempre tudo o que diz." Como é bom ouvir uma boa oratória, especialmente daquele que fala do SENHOR de uma forma correta, especial e benéfica, e que possa levar o ouvinte a experiências positivas e autênticas sobre Deus.
Que só saia de tua boca aquilo que edifica. Reprima conversações desnecessárias e improdutivas que não levam a nada. É preferível ter você como uma pessoa discreta e de poucas palavras do que abrir a boca pronunciando asneiras, fazendo com que muitos fujam de sua presença por achá-lo inconsequente, imaturo e tolo.  
Reiteramos que o "Dotado de Sabedoria" sabe manejar bem sua boca, pois entende que uma simples conversa pode elevar alguém ou ferir aquele que não está bem psicologicamente.  
Assim, é importante otimizar nosso falar e que só pronunciemos aquilo que possa abençoar.

sábado, 13 de abril de 2019

COM QUEM VOCÊ TEM CONVERSADO?

“Se queres conversar comigo, define primeiro os termos que usas.” (Confúcio) 
 

Uma das boas coisas nesta vida é bater um bom papo com amigos. Trocar ideias e experiências nos faz bem. Ninguém pode contestar tal argumento; todavia, cuidados diligentes devem ser tomados. Uma conversa rotineira induz a uma convivência mais próxima, e é justamente aí que se encontra o maior perigo. A conversa pode ser extasiante, sedutora, forte e até mesmo influenciar um destino.

Recentemente, tive uma conversa de pouco mais de uma hora com um conhecido. Ele contou parte de sua existência, com seus acertos e muitos equívocos. Na sua palestra, parecia que ele queria realçar mais os erros do que os acertos, narrando que tinha terminado três casamentos, onde transparecia que era o culpado pelos desfechos frustrantes. Confesso que houve momentos daquela conversação em que quis me retirar, ficando apenas por educação.  O certo é que tal conversa tornou-se enfadonha e negativa, culminando para mim em uma noite mal dormida.
Muito embora precise crescer a cada dia mais no Senhor, considero-me uma pessoa, até certo ponto, experiente. Contudo, uma conversa contaminada por mágoas, crendices, superstições e malícias me fez mal naquela circunstância.
Somos influenciados pelas conversas, especialmente quando estamos fracos ou carentes. O certo é que nem eu nem você nos encontramos totalmente imunes a uma conversa negativa. Devemos escolher bem com quem conversaremos e que sejam pessoas que nos coloquem para cima.
Um bom diálogo pode nos levar a algo edificante, desde que venha de uma pessoa séria, positiva, temente a Deus e com bons propósitos de vida. Uma pessoa envolvente, contudo falsa e com insensatez de comportamento, não serve para termos como confidente e influenciadora.
Não estamos aqui incentivando uma reclusão da vida, como numa espécie de prisão existencial, mas, sobretudo, a escolher bem aqueles que vão compartilhar nossa intimidade e que tenham a capacidade real de nos colocar em um bom patamar.
Muitos podem até estar se interrogando: o que uma simples conversa pode ocasionar de mal?
Mais do que se imagina, pois, se a influência for prejudicial, trará também, a reboque, uma orientação desfavorável.
Uma amizade permitida, que levou uma pessoa para um caminho ilegal, começou com uma simples troca de olhares?
Evidente que não. Iniciou-se com conversas sucessivas, nas quais o mais forte, carregado de intenções negativas, influenciou o mais fraco, especialmente aquele que não estava fortalecido em Deus.
O cuidado é necessário nas setas malignas que voam de dia (Salmo 91:5b), e isso pode advir de uma conversa aparentemente inofensiva, mas que esconde no interior algo prejudicial.
Converse com pessoas sábias, espirituais, mansas e que, na convivência desta bendita união, possam te colocar mais perto de Deus. E, se um dia, amparado na vontade divina, tiver de conversar com alguém complicado, que você possa influenciá-lo a galgar o bom caminho do Senhor.
Escolha com quem conversar costumeiramente e que isso possa te trazer alegria, benesses, lenitivo espiritual e que te sugira positividade. Por último, amigos, não se enganem: “As más conversações corrompem os bons costumes” (1 Coríntios 15:33).
Afinal, com quem você tem conversado constantemente?