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sábado, 3 de fevereiro de 2024

O PODER DO SILÊNCIO!

Em tempos idos, seja pessoalmente ou por qualquer tipo de contato, refutava sempre que ouvia ou lia algo a meu respeito que não gostasse. Era daqueles que não levava desaforo para casa, muito embora nunca perdesse o controle ou revidasse agressivamente. Geralmente, só manifestava o desagrado com aquilo que me incomodava.

Ocorre que, com o passar dos anos, amparado nas experiências existenciais, descobri um "PODER" interessante e significativo: o SILÊNCIO. Desta forma, desenvolvi a compreensão particular de que, ao calar em algumas situações, me ajudaria em muito, como de fato assim se sucedeu. Assimilei que, ao não responder a algumas críticas, pelo menos as que não precisavam ser contestadas, acabava logo a conversa, o que evitaria maiores controvérsias. Sim, pois, ao dar uma simples resposta discordante, poderia ser justamente isso que o "Provocador" quisesse para a desarmonia imperar. E ao silenciar, colocava um "ponto final" em algo que poderia desembocar em um forte desentendimento, quando não enveredasse para algo ainda mais sério.
Por outro lado, no aspecto psicológico e especialmente no espiritual, constatei a força do silêncio nas relações humanas. Sucede que, em sua grande maioria, os indivíduos estão acostumados ao "contraditório", e quando alguém cala, não respondendo a uma recriminação, o outro fica sem entender o ato em si, mantendo-se cheio de dúvidas. Ou seja, a pessoa fica atônita, não compreendendo a razão do silêncio. 
Posto isto, duas consequências podem advir após tomarmos a simples atitude de silenciar:
  • A controvérsia cessará, sem maiores complicações;
  • E o agente acusador ficará sem interpretar o que estamos pensando, ficando com "uma pulga atrás da orelha"*, e, na maioria das vezes, não conseguirá discernir a circunstância.

O silêncio evita muitos embaraços, entre eles as conversas desconexas, que, na maioria das vezes, não levam a nada. Não entendam aqui que sou contra diálogos. Jamais! Pois é ótimo conversar, principalmente os bate-papos sadios. O que defendo aqui é o silêncio em algumas circunstâncias, tais como fofocas e falatórios inconsequentes, bem como não responder aos argumentos que, nas entrelinhas**, contenham uma intenção provocatória. 

Alguém pode questionar: como saber se uma conversa possui tons provocatórios?
Pela essência do diálogo e, principalmente, pela reincidência de atitudes. A vida ensina que, quando alguém intenta irritar o semelhante, tal fato se repetirá. E, na repetição frequente, terás todos os dados suficientes para o entendimento do contexto. Daí, o teu silêncio, além de reflexivo, transmitirá uma "resposta" para qualquer pessoa de inteligência, ao menos, mediana. E o causador da controvérsia terá duas alternativas a tomar:
 
1.Mudar de comportamento contigo;
2.Ou se afastar de tua convivência, pois o teu silêncio demonstrará que o cenário não está adequado para nenhum dos dois.
O silêncio, neste caso, despertará o entendimento de que você mudou. E isso fará com que você seja respeitado, que possam mudar de atitudes contigo e que entendam, de uma vez por todas, que não reagirás mais às provocações. Compreenda também que você pode até não entender o motivo de alguém te provocar no presente, mas acredite que: "Não há nada encoberto que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a ser conhecido" (Lucas 12.2).
Assim, exercite "O Poder do Silêncio", pois, infelizmente, com certas pessoas, especialmente as conflituosas, o melhor a fazer é: CONFUNDIR COM O SILÊNCIO E SURPREENDER COM AS AÇÕES.

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*Significa que a pessoa está desconfiada de algo, de algum gesto ou atitude não usual de outrem.

**Sentido implícito, dedução,