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terça-feira, 4 de agosto de 2026

CONTROLE EMOCIONAL: Como reagir aos aborrecimentos?

Antes de adentrarmos na essência da composição, exporei aqui uma história fictícia:

  • Um indivíduo fazia parte de um determinado grupo social, e um dos componentes não o convidou para uma festa na qual todos da turma compareceriam. Ocorre que ele ficou demasiadamente chateado e irritado, e confidenciou a alguns conhecidos que se afastaria daquele agrupamento, pois não o consideravam pelo fato de ser pobre.

Três percepções em relação à “narrativa simulada” (imaginada pelo autor, mas que acontece no cotidiano) merecem comentários:

  1. Só devemos ir a um local se formos efetivamente convidados, e principalmente se o anfitrião nos considera. Aquele que não me quer em seu domicílio, eu mesmo é que não faço questão de ir lá.
  2. Tal contexto evidenciado na exposição introdutória mostra que o rapaz possui um visível “sintoma negativo no âmbito emocional” que, se não for devidamente equacionado, pode trazer, a médio ou longo prazo, problemas de convivência que o prejudicarão de sobremaneira. Aqui, eu não discuto o fato do afastamento dele do grupo, pois realmente não o consideravam, mas o destempero do rapaz em mostrar chateação para muitos e se colocar para baixo na sua visão do ocorrido.
  3. Mesmo que um sentimento de discriminação seja verdadeiro, o mais importante é como reagiremos a esse tipo de situação. 

O certo é que viver não é nada fácil e que, se formos fracos em nossas emoções, seremos oprimidos pelo sistema ou perturbados por aquelas circunstâncias que não sobrepujamos adequadamente. Não estamos isentos de passar por chateações. Devemos reagir equilibradamente e com um sentimento de moderação a certos aborrecimentos. Ao procedermos dessa forma, evitaremos que sejamos prejudicados emocionalmente, bem como não perderemos o AMOR PRÓPRIO.

Entender o que nos causa desconforto emocional é salutar, pois geralmente possuímos o chamado “calcanhar de Aquiles”, ou seja, um ponto fraco, onde a vulnerabilidade ou fraqueza pode se transformar em algo mais sério se não for efetivamente domada pelo controle das emoções. Discernir o que nos afeta é um procedimento fundamental para que possamos lidar com entendimento e segurança sobre aquilo que intenta nos abalar. Assim, nesta providencial identificação emocional, evitaremos que possamos nos prejudicar ou ainda descontar nas pessoas uma possível frustração.
Gosto da frase de Eleanor Roosevelt: “Ninguém pode fazer você se sentir inferior sem o seu consentimento." Esta frase contra-ataca positivamente aquilo que tenta desmerecer uma autoestima sadia. A “declaração” de Eleanor também preconiza que o devido valor ou a percepção de inferioridade depende de uma escolha pessoal e de como reagiremos às palavras ofensivas ou atitudes daqueles que tentam nos desvalorizar.
Por vezes, somos provocados em nossas emoções e queremos reagir bruscamente e sem pensar. Todavia, não será nada adequada tal providência, até porque poderemos piorar a situação, inflamando ainda mais um ambiente já explosivo. Controlar-se e pedir forças a Deus é o mais sensato a se fazer.
Se alguém te provocar, releve! E se a conjuntura não for prontamente resolvida, saia do local, se puder. Geralmente, quem chateia o outro sem necessidade está desequilibrado emocionalmente, tentando transferir suas insatisfações. Já passei por provocações e, nas ocasiões em que reagi, não foi adequado. Ao passo que, quando ignorei, além de manter a classe e honrar a condição cristão, tive os melhores resultados. Quando deixamos Deus tomar conta do emocional, tudo se assentará adequadamente.
Seria hipocrisia da minha parte afirmar que é fácil se controlar. É evidente que não. Se alguém te chatear ou tentar te agredir, seja por palavras ou atitudes, o melhor a se fazer é se afastar e deixar que essa pessoa se cure de suas neuroses e seja feliz longe de você.
Um importante lembrete é necessário: “Quanto mais se cresce na vida, mais o fator emocional será testado.”E não esconderei: “Quando o SUCESSO ocorre concretamente, o indivíduo será exposto publicamente e, possivelmente, as provocações aumentarão e os desconfortos também.” Apesar disso, não se deve ficar apreensivo, pois “enquanto a caravana passa, os cães ladram”,* ou seja, deve-se ignorar as críticas e afrontas e avançar em direção ao objetivo.
E, por fim, como dois versículos bíblicos importantes no controle emocional, têm-se:
 
a) Gálatas 5.22-23: “Mas o Espírito produz este fruto: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.”

b) Provérbios 25.28: “Como uma cidade arrombada, sem muralhas, é o homem que não se consegue controlar.” 

Pois bem, este afortunado versículo 28 do provérbio 25 sintetiza muito bem o que até aqui defendi, pois compara o homem que não tem autodomínio a uma cidade arrombada, sem muros, ou seja, vulnerável e indefesa contra ataques externos. A falta de autocontrole nos tornará suscetíveis a sermos invadidos e prejudicados por transtornos como a ira, a impulsividade e outras emoções incontroláveis.

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* Expressão popular que significa um conselho, o mesmo que dizer "não ligue para os que outros dizem", "vá em frente". Trata-se de um provérbio árabe que vem do fato de os cachorros latirem quando algo estranho passa na rua (principalmente carros), mas apesar dos latidos, os carros passam da mesma forma.