Antes de
adentrarmos na essência da composição, exporei aqui uma história fictícia:
- Um indivíduo fazia parte de um
determinado grupo social, e um dos componentes não o convidou para uma festa na
qual todos da turma compareceriam. Ocorre que ele ficou demasiadamente chateado
e irritado, e confidenciou a alguns conhecidos que se afastaria daquele
agrupamento, pois não o consideravam pelo fato de ser pobre.
Três percepções em relação à
“narrativa simulada” (imaginada pelo autor, mas que acontece no cotidiano)
merecem comentários:
- Só
devemos ir a um local se formos efetivamente convidados, e principalmente se o
anfitrião nos considera. Aquele que não me quer em seu domicílio, eu mesmo é
que não faço questão de ir lá.
- Tal contexto evidenciado na
exposição introdutória mostra que o rapaz possui um visível “sintoma negativo
no âmbito emocional” que, se não for devidamente equacionado, pode trazer, a
médio ou longo prazo, problemas de convivência que o prejudicarão de
sobremaneira. Aqui, eu não discuto o fato do afastamento dele do grupo, pois
realmente não o consideravam, mas o destempero do rapaz em mostrar chateação
para muitos e se colocar para baixo na sua visão do ocorrido.
- Mesmo que
um sentimento de discriminação seja verdadeiro, o mais importante é como
reagiremos a esse tipo de situação.
O certo é
que viver não é nada fácil e que, se formos fracos em nossas emoções, seremos
oprimidos pelo sistema ou perturbados por aquelas circunstâncias que não
sobrepujamos adequadamente. Não estamos isentos de passar por chateações. Devemos
reagir equilibradamente e com um sentimento de moderação a certos
aborrecimentos. Ao procedermos dessa forma, evitaremos que sejamos prejudicados
emocionalmente, bem como não perderemos o AMOR PRÓPRIO.
Entender
o que nos causa desconforto emocional é salutar, pois geralmente possuímos o
chamado “calcanhar de Aquiles”, ou seja, um ponto fraco, onde a vulnerabilidade
ou fraqueza pode se transformar em algo mais sério se não for efetivamente
domada pelo controle das emoções. Discernir o que nos afeta é um procedimento
fundamental para que possamos lidar com entendimento e segurança sobre aquilo
que intenta nos abalar. Assim, nesta providencial identificação emocional,
evitaremos que possamos nos prejudicar ou ainda descontar nas pessoas uma
possível frustração.
Gosto da frase de Eleanor
Roosevelt: “Ninguém pode fazer você se
sentir inferior sem o seu consentimento." Esta frase contra-ataca
positivamente aquilo que tenta desmerecer uma
autoestima sadia. A “declaração” de Eleanor também preconiza que o devido valor ou a
percepção de inferioridade depende de uma escolha pessoal e de como reagiremos
às palavras ofensivas ou atitudes daqueles que tentam nos desvalorizar.
Por vezes, somos provocados em
nossas emoções e queremos reagir bruscamente e sem pensar. Todavia, não será
nada adequada tal providência, até porque poderemos piorar a situação,
inflamando ainda mais um ambiente já explosivo. Controlar-se e pedir forças a
Deus é o mais sensato a se fazer.
Se alguém te provocar, releve! E
se a conjuntura não for prontamente resolvida, saia do local, se puder.
Geralmente, quem chateia o outro sem necessidade está desequilibrado
emocionalmente, tentando transferir suas insatisfações. Já passei por provocações e, nas
ocasiões em que reagi, não foi adequado. Ao passo que, quando ignorei, além de
manter a classe e honrar a condição cristão, tive os melhores
resultados. Quando deixamos Deus tomar conta do emocional, tudo se assentará
adequadamente.
Seria
hipocrisia da minha parte afirmar que é fácil se controlar. É evidente que não.
Se alguém te chatear ou tentar te agredir, seja por palavras ou atitudes, o
melhor a se fazer é se afastar e deixar que essa pessoa se cure de suas
neuroses e seja feliz longe de você.
Um importante lembrete é
necessário: “Quanto mais se cresce na
vida, mais o fator emocional será testado.”E não esconderei: “Quando o SUCESSO ocorre concretamente, o
indivíduo será exposto publicamente e, possivelmente, as provocações aumentarão
e os desconfortos também.” Apesar disso, não se deve ficar apreensivo, pois
“enquanto a caravana passa, os cães ladram”,* ou seja, deve-se ignorar as
críticas e afrontas e avançar em direção ao objetivo.
E, por
fim, como dois versículos bíblicos importantes no controle emocional, têm-se:
a) Gálatas 5.22-23: “Mas o Espírito produz este
fruto: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade,
mansidão e domínio próprio.”
b) Provérbios 25.28: “Como uma cidade arrombada, sem
muralhas, é o homem que não se consegue controlar.”
Pois bem, este afortunado
versículo 28 do provérbio 25 sintetiza muito bem o que até aqui defendi, pois
compara o homem que não tem autodomínio a uma cidade arrombada, sem muros, ou
seja, vulnerável e indefesa contra ataques externos. A falta de autocontrole
nos tornará suscetíveis a sermos invadidos e prejudicados por transtornos como
a ira, a impulsividade e outras emoções incontroláveis.
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* Expressão popular que
significa um conselho, o mesmo que dizer "não ligue para os que outros
dizem", "vá em frente". Trata-se de um provérbio árabe que vem
do fato de os cachorros latirem quando algo estranho passa na rua (principalmente
carros), mas apesar dos latidos, os carros passam da mesma forma.