Alguns
compreendem o apaixonar-se, o gostar e o amar como se tivessem as mesmas
definições. Podem até eventualmente confundir-se em alguns instantes; contudo,
certamente não possuem conceituações existenciais ou psicológicas similares.
Na escala de valores sentimentais,
o estar apaixonado fica atrás do gostar e, logicamente, do amar. Você pode
eventualmente apaixonar-se por uma pessoa, mas, passado aquele impulso
momentâneo, pode não sobrar nenhum tipo de afeição. Sofocleto*
afirmou sabiamente: "Quando alguém se apaixona, pensa em tudo, menos no
que está pensando." O apaixonar-se inebria o sentimento, deixando a pessoa
em êxtase, onde não há um comportamento racional. Geralmente, quando se
visualiza uma pessoa totalmente apaixonada, há confusões de impressões sobre o
fato. Vários observadores confundem isso com amor. Entretanto, quando a situação da
paixão vem a se desvanecer, até mesmo a amizade acaba. Onde está o gostar? Quem
gosta verdadeiramente de uma pessoa não perde este afeto de uma forma tão
rápida, mesmo que seus interesses sejam ofuscados. E quanto ao amor? A
conceituação do amor é bem mais elevada e merece um estudo bem mais apropriado.
Após a
devida introdução da composição, mostraremos as principais diferenças entre
esses três sentimentos:
1. APAIXONAR-SE:
Na paixão, o aspecto físico é bem
mais importante. A pessoa apaixonada observa muito mais o exterior do que as
características interiores do parceiro. Este sentimento é avassalador e ocorre
de forma muito rápida. Valoriza o passageiro em detrimento do que é duradouro.
Muitos brincam com a paixão e desconhecem o quão pernicioso pode ser este tipo
de sentimento. Engana-se redondamente quem pensa que a paixão não oferece
nenhum tipo de perigo.
A paixão
enfraquece a alma com pensamentos desconexos, fazendo com que uma coisa ilógica
torne-se verdadeira. Já a cegueira deste sentimento leva a pessoa envolvida a
perder a noção do que é realmente concreto.
Como
consequências da paixão desenfreada, observamos:
- Cegueira de entendimento.
- Confusão de sentimentos.
- O equilíbrio
psicológico é perdido.
- A
emoção controla a razão.
- Futuro
desastroso para quem sucumbe a esta situação.
Não entre
em um relacionamento de forma rápida, confundindo paixão com outro afeto maior.
Espere o fluir da situação, pois, se esta afeição continuar de uma forma
equilibrada, poderá ser algo mais forte do que um simples apaixonar-se.
2 - GOSTAR:
Geralmente, teremos a tendência
de gostar de quem gosta da gente. É a lógica desta situação. Como já comentado,
às vezes nos apaixonamos por uma pessoa que nem aprecia a nossa companhia,
quanto mais gostar do nosso interior. Muito embora o gostar seja mais forte do
que apaixonar-se, sendo um caminho natural para o amor, necessariamente não se
confundirá com o maior sentimento de todos. Gostar é o ato de considerar
especial uma pessoa ou alguma coisa. É sentir predileção por um comportamento
individual. Em síntese, gostar é principalmente a ação de aprovar, concordar e
compatibilizar-se com algo ou alguém. Você aprecia o que a pessoa tem de bom e
realmente consegue verificar as boas atitudes que, para outros, passam
despercebidas. A pessoa se agrada do outro; contudo, este sentimento baseia-se
muito mais numa reciprocidade comportamental, onde se admira e é admirado. É
mais uma troca de afabilidades, razão pela qual o gostar é bem inferior ao
amor. Desta forma, não se tem como confundir esses tipos de sensações.
3 - AMAR:
Aqui está o mais sublime dos
sentimentos. A melhor definição de amor está no livro bíblico de 1 Coríntios, no
capítulo 13,**
onde é demonstrada toda esta inclinação na exatidão do termo, principalmente
quando enfatiza que o amor chega a ser maior que a esperança e a fé. Muito
forte essa constatação, mas é o próprio Deus que define isso. O amor torna-se
verdadeiro quando acontece uma união intensa entre duas pessoas, apesar das
situações e problemas que possam enfrentar. No amor sincero, a dificuldade será suplantada. Aqueles que se amam
sempre estarão unidos nos momentos complicados e celebrarão juntos as ocasiões
comemorativas.
O amor real extrapola o
romantismo e o erotismo, consubstanciando-se em outras excepcionais qualidades,
tais como:
- Empenho.
- Forte
compromisso.
- Zelo.
- Obrigação.
- Felicidade recíproca.
- União.
- Crescimento mútuo.
- Espiritualidade compartilhada.
- Planificação conjunta.
Desta
forma, afirmamos com a lógica divina: "O amor nunca falha"!
A paixão
é instantânea e o gostar é uma preferência. Já o amor é uma construção. Você
terá a felicidade na ótica da relação emotiva se conseguir encontrar esses três
sentimentos na parceria amorosa. Uma vez que o sentimento verdadeiro de devoção
englobará: o sentir-se apaixonado, o gostar e, naturalmente, o amar. Na junção
desses três sentimentos, terá o amor por completo. Vamos exercitar o amor,
seja em qualquer área da relação humana, sabendo que, ao conhecermos
verdadeiramente o Senhor, isso incentivará, como consequência, a termos esse
sentimento arraigado ao nosso ser, pois: "Aquele
que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor" (1 João 4.8).
_____________
*Luiz Felipe Angell de Lama, mais
conhecido pelo pseudônimo de Sofocleto foi um escritor, poeta e humorista
peruano.
**O amor é sofredor, é benigno; o
amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não
se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não
suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre,
tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha; Agora, pois permanecem
a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.
Texto muito bom, bastante esclarecedor. Amei.
ResponderExcluirObrigado pelo comentário. (Vivendo e gostando de viver!).
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