“Se queres conversar comigo, define
primeiro os termos que usas.” (Confúcio)
Uma das boas coisas nesta vida é bater um bom papo com amigos. Trocar ideias e experiências nos faz bem. Ninguém pode contestar tal argumento; todavia, cuidados diligentes devem ser tomados. Uma conversa rotineira induz a uma convivência mais próxima, e é justamente aí que se encontra o maior perigo. A conversa pode ser extasiante, sedutora, forte e até mesmo influenciar um destino.
Recentemente, tive
uma conversa de pouco mais de uma hora com um conhecido. Ele contou parte de
sua existência, com seus acertos e muitos equívocos. Na sua palestra, parecia
que ele queria realçar mais os erros do que os acertos, narrando que tinha
terminado três casamentos, onde transparecia que era o culpado pelos desfechos
frustrantes. Confesso que houve momentos daquela conversação em que quis me
retirar, ficando apenas por educação. O
certo é que tal conversa tornou-se enfadonha e negativa, culminando para mim em
uma noite mal dormida.
Muito
embora precise crescer a cada dia mais no Senhor, considero-me uma pessoa, até
certo ponto, experiente. Contudo, uma conversa contaminada por mágoas,
crendices, superstições e malícias me fez mal naquela circunstância.
Somos
influenciados pelas conversas, especialmente quando estamos fracos ou carentes.
O certo é que nem eu nem você nos encontramos totalmente imunes a uma conversa
negativa. Devemos escolher bem com quem conversaremos e que sejam pessoas que
nos coloquem para cima.
Um bom
diálogo pode nos levar a algo edificante, desde que venha de uma pessoa séria,
positiva, temente a Deus e com bons propósitos de vida. Uma pessoa envolvente,
contudo falsa e com insensatez de comportamento, não serve para termos como
confidente e influenciadora.
Não estamos
aqui incentivando uma reclusão da vida, como numa espécie de prisão
existencial, mas, sobretudo, a escolher bem aqueles que vão compartilhar nossa
intimidade e que tenham a capacidade real de nos colocar em um bom patamar.
Muitos
podem até estar se interrogando: o que uma simples conversa pode ocasionar de
mal?
Mais do
que se imagina, pois, se a influência for prejudicial, trará também, a reboque,
uma orientação desfavorável.
Uma
amizade permitida, que levou uma pessoa para um caminho ilegal, começou com uma
simples troca de olhares?
Evidente
que não. Iniciou-se com conversas sucessivas, nas quais o mais forte, carregado
de intenções negativas, influenciou o mais fraco, especialmente aquele que não
estava fortalecido em Deus.
O cuidado
é necessário nas setas malignas que voam de dia (Salmo 91:5b), e isso pode
advir de uma conversa aparentemente inofensiva, mas que esconde no interior
algo prejudicial.
Converse com pessoas
sábias, espirituais, mansas e que, na convivência desta bendita união, possam
te colocar mais perto de Deus. E, se um dia, amparado na vontade divina, tiver
de conversar com alguém complicado, que você possa influenciá-lo a galgar o bom
caminho do Senhor.
Escolha com quem
conversar costumeiramente e que isso possa te trazer alegria, benesses,
lenitivo espiritual e que te sugira positividade. Por último, amigos, não se
enganem: “As más conversações corrompem os bons costumes” (1 Coríntios 15:33).
Afinal, com quem você
tem conversado constantemente?

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