Uma pessoa conhecida em seu âmbito de atuação faleceu ainda bem jovem, em uma circunstância muito triste, quando “tirou a própria vida”. Daí, muitas homenagens foram evidenciadas nas redes sociais e na mídia em geral sobre o rapaz depois do ocorrido. É evidente que tais reverências foram justas, especialmente por parte de pessoas que lhe eram próximas.
Sou um pesquisador nato, não por
mera curiosidade, mas muito mais para analisar “tópicos” a serem utilizados em
futuros textos que possa publicar. Por conseguinte, coletei poucas, mas precisas
informações sobre o falecido, que para mim foram de grande valia para o que
aqui vou expor. O célebre ensaísta, dramaturgo e romancista Ariano Suassuna, em
uma de suas fenomenais palestras, afirmou que o autor ou um escritor tem que
buscar “observar o que está por detrás do muro” para suas criações. Ou seja, é
importante se informar sobre aquilo que muitos não dão a mínima importância,
mas que acaba sendo a base investigativa e criativa para que uma boa “obra” se
origine de uma maneira inspirada e, principalmente, acertada.
Sendo assim, em
relação ao caso em tela, visualizei uma publicação antiga do falecido em sua
rede social, onde ele afirmava que a morte o atraía mais do que a vida. Eu
questiono: será que nenhum dos seus amigos observou isso para que pudesse
ajudá-lo de alguma forma?
Não tenho como atestar se houve
diálogo de algum amigo com ele sobre o assunto. Muito embora, quando “certas
decisões” já estão enraizadas no coração de alguém, só Deus pode mudá-las.
Entretanto, uma certeza eu tenho: “Muitos
só homenageiam pessoas depois da morte, quando tiveram algumas oportunidades
para ajudar em vida.”
Há um versículo significativo e
adequado na Bíblia sobre o contexto aqui exposto, que é: “Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado” (Tiago
4.17). Logo, se você pode ajudar, faça logo! Não se trata de se
responsabilizar pela vida ou destino de ninguém, pois cada um dará conta de si
perante Deus. Todavia, tal texto evidencia a importância de AJUDAR aquele que
está precisando. Desse modo, quando você discernir tal situação, ampare o
necessitado no que for possível, e não apenas enalteça-o quando ele não estiver
mais aqui. Sou atento a comportamentos e, quando observo um mínimo sinal de que
algo não está bem em alguém próximo, procuro ajudá-lo da forma que me couber.
Testifico e reitero que não sou
contra qualquer tipo de homenagens póstumas, e nem deveria ser; entretanto,
defendo ardorosamente que é muito mais impactante auxiliar em vida. Tal decisão é
necessária, justa e agradável aos olhos do SENHOR, e que sirva de lembrete: NÃO
DEVEMOS ADIAR A EXPRESSÃO DE AFETO E APOIO A ALGUÉM QUE PRECISA.
Assim, sejamos
generosos com aqueles que precisam, valorizando a AÇÃO muito mais do que uma
lembrança sincera, porém tardia, e que a expressão “MELHOR AJUDAR EM VIDA DO
QUE HOMENAGEAR NA MORTE” esteja devidamente consolidada em nossos corações.

Parabéns sempre com palavras sábias
ResponderExcluirObrigado pelo comentário.
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