Sou
atento ao que acontece ao meu redor, e tal sentido aguçou-se ainda mais quando
passei a escrever com regularidade. Entendo que a OBSERVAÇÃO para compor chega
a ser uma obrigação de qualquer cronista. E, no amparo desta compreensão
íntima, observei um indivíduo "notoriamente reconhecido" como
competente em seu campo de atuação, todavia "inexperiente" a respeito
de outros fatores existenciais. Eis que, por falta de controle emocional, ele
colocou tudo a perder na área profissional por não controlar a ira e a
impulsividade, e seu empreendimento na época fracassou plenamente.
Será que
ele pediu conselho a alguém?
Não tenho
como saber, pois não lhe sou próximo; todavia, creio que, se tivesse uma pessoa
experiente e sábia junto dele, poderia até ter sido ajudado por "um
simples, mas eficaz conselho". E admitamos que ele tivesse recebido bons
conselhos e, por ser teimoso, não os atendeu; daí, o erro teria sido ainda
maior.
Tem um
dito popular que preceitua: "Se conselho fosse bom, não se dava, se
vendia"; o que discordo prontamente, pois relega uma recomendação
relevante ao segundo plano, tentando mercantilizar algo tão sublime e
auxiliador. Na Bíblia, em Provérbios 19:20 (Versão NVI), indica que devemos:
"Ouvir conselhos e aceitar instruções, e assim nos tornaremos
sábios." Existem várias referências bíblicas atestando a utilidade do
CONSELHO, mas o versículo em questão já basta para entendermos a importância de
uma advertência.
Um
conselho independe da faixa etária de quem vai receber. Alguém pode ter 50 anos
ou mais e, no momento de uma decisão importante, estar emocionalmente
envolvido, sem condições de atinar com a razão. Daí será necessária uma mente
livre e experimentada para ajudá-lo, através de um conselho racional e
destituído de amarras emocionais.
O tolo* acha
que tudo o que pensa é certo, mas o ajuizado age sabiamente ao pedir conselhos.
O imprudente e arrogante entende que não precisa perguntar nada a ninguém e,
daí, sofre por seus atos inconsequentes. Já o temente a Deus reconhece, num ato
de franca humildade, que não conhece tudo e não terá nenhuma vergonha em
perguntar a alguém mais experiente na área em que não é conhecedor.
Tenho
reparado que quem mais precisa de conselhos é justamente aquele que pensa não
necessitar. Este indivíduo, ao pensar que sabe tudo e que não carece de uma
opinião, estará fadado** ao fracasso. Fui jovem e reconheço que a
juventude impulsiona uma sensação de conhecimento geral. Como muito se diz:
"Alguns jovens se acham"; e, por isso mesmo, cometem erros ao não
pedirem ou atenderem os conselhos dos pais ou dos mais velhos. Eles deviam
reconhecer que os pais são mais experientes e já conhecem os caminhos sinuosos*** da
vida. A maturidade vem com o tempo e não por uma "ilusória" sabedoria
que os moços pensam ter. Se alguém mais experiente precisa de conselho,
imaginemos o jovem.
Acredito
que não fracassarás quando te sujeitares aos conselhos de alguém sábio e
ajuizado, já que disporás de maior possibilidade de acerto. E uma advertência
final: "A inteligência humana ou artificial não tem como sobrepor-se ao
CONSELHO DIVINO nem àqueles que o SENHOR usa para avisar ou orientar".
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*Tolo é uma definição
para quem age com ingenuidade, de maneira infundada e boba. Também é
considerado tolo aquele indivíduo que age com muita vaidade sem perceber suas
próprias falhas. Na Bíblia os que não se interessavam em obter sabedoria, eram considerados tolos ou
insensatos.
** Destinado.
*** No sentido de: tortos,
duvidosos, venenosos, traiçoeiros.
Bons conselhos são melhores do que o mel'esse adoça a vida por um momento,enquanto aqueles te acompanham em uma jornada vitoriosa.Excelente texto, Medeiros!_boa tarde de domingo para você!
ResponderExcluirObrigado!
ResponderExcluirObrigada pela mensagem ☺️
ResponderExcluirO homem inteligente não rejeita conselhos. Valoriza e aproveita em cada momento da sua vida.
ResponderExcluirConselhos são sempre bem vindos, e tbm pedir discernimento e sabedoria a Deus e muito importante.
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