A soberba nem sempre será discernida rapidamente, já que muitos camuflam tal procedimento em um tipo de humildade disfarçada. Entretanto, com o passar do tempo, numa convivência mais próxima ou através de informações adequadas, notaremos o comportamento arrogante de alguém. O soberbo não procura a modéstia, pois entende que tal passo expõe seus mais escondidos defeitos. O arrogante atrairá polêmicas para sua existência (Provérbios 13:10), já que não age com sabedoria, evitando demonstrar a alguém mais sábio que está necessitando de um simples conselho.
Concebemos
que um dos motivos para o soberbo agir orgulhosamente é o fato de que a
arrogância debilita a razão. O arrogante passa por cima até mesmo do
entendimento normal, deixando de portar-se como um ser humano razoavelmente
equilibrado. Determinadas pessoas são até reconhecidas como intelectuais,
todavia são por demais arrogantes, fazendo jus à frase do célebre orador Marco
Túlio Cícero: "Toda arrogância é odiosa, mas a arrogância de talento e
da eloquência é uma das mais desagradáveis."
O soberbo
é tão sem noção que, mesmo estando errado, não procura um bom conselheiro,
preferindo um provável fracasso, já que não abre mão de suas posições
inflexíveis.
O autor
brasileiro Ariano Suassuna, em uma de suas fenomenais palestras, afirmou, com
sua sapiência, que ele, como escritor, procurava o que havia de verdade por
detrás de uma simples aparência. Traçando um paralelo com a constatação do
saudoso Ariano Suassuna, aproveito para destacar: "Sem sombra de dúvidas,
o soberbo é inseguro, fraco, tolo e desajuizado."
As
pessoas mais sábias, interessantes e bem-sucedidas que conheci eram, acima de
tudo, objetivas e humildes, corroborando com a afortunada frase de Máximo
Gorki: "Tudo o que é verdadeiramente sábio é simples e claro."

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