“As pessoas que não sabem amar a si
mesmas, buscam constantemente a aprovação alheia e sofrem quando são
rejeitadas. Para quebrar essa dinâmica, devemos admitir que não podemos
satisfazer a todos” (Nietzsche).

Gosto de comentar as situações atinentes ao cotidiano. Certa vez, uma pessoa me mandou um convite para me adicionar em uma determinada rede social, ao que concordei. Amizade nova é bem-vinda. No dia seguinte, notei que ela não estava mais no meu grupo de amigos e, de modo incontinente, perguntei o motivo de ela ter me excluído. Não por me sentir importunado, mas sim por mera curiosidade, até por ser um estudioso das relações humanas. Para minha surpresa, ela respondeu: "Estou excluindo todos aqueles que não curtem nada que coloco, bem como não conversam comigo. Não foi só contigo, mas com todos que agiram assim". Apenas
para rematar a conversa, respondi: "Seja feliz, porém uma verdadeira
amizade não é como você está pensando, pois ela é conquistada e não
imposta". No que
ela respondeu de maneira educada, não concordando plenamente comigo, assim nos
despedimos amigavelmente. Meditando sobre o acontecido, passei a imaginar:
"Como somos seres complexos".
Deste
acontecimento, retirei algumas lições interessantes, e aqui as apresento na
forma de alguns itens relevantes, os quais devem servir como aporte* às
nossas relações pessoais. Senão, vejamos:
1. NÃO PRECISAMOS DE APROVAÇÃO DAS PESSOAS:
Não é necessário ser formado em
psicologia para entender que muitas pessoas necessitam de aprovação. Quando
convivemos com alguns semelhantes, isso se torna mais do que notório. Contudo,
não deve ser assim, pois a amizade desinteressada e espiritual de Jesus Cristo
já nos basta. Quando entendemos isso, podemos até mesmo conviver com o descaso
em determinado momento, sem a necessidade de nos dobrar a uma amizade falsa ou
baseada em cobranças. O nosso valor não precisa estar vinculado aos
reconhecimentos, especialmente quando colocamos alguns pensamentos em público e
não somos elogiados. Longe disso! Temos que apenas evidenciar nossas verdades,
bem como ajudar as pessoas que precisam de alguma direção. A verdadeira
valorização vem de Deus, e é isso que devemos ansiar.
2. NEM SEMPRE SEREMOS
RECONHECIDOS:
Nem sempre
o nosso valor será reconhecido. Triste constatação, todavia não podemos
esconder. Temos que ter a consciência, já devidamente enraizada na alma, de não
levar excessivamente em conta a aprovação alheia. O livro bíblico de
Eclesiastes trata muito bem deste tema em seu capítulo 9, versículos 14 e 15,
quando mostra que: "Houve uma
pequena cidade em que havia poucos homens, e veio contra ela um grande rei, e a
cercou e levantou contra ela grandes baluartes. E encontrou-se nela um sábio
pobre, que livrou aquela cidade pela sua sabedoria, e ninguém se lembrava
daquele pobre homem". Trocando em miúdos, mostra-se nessa pequena
narrativa uma pessoa que não teve o devido reconhecimento após um grande feito.
Se tal situação acontece ou já aconteceu na sua existência, coloque isso nas
mãos de Deus e acredite que Ele te reconhece e te valoriza.
3. RELACIONAMENTO NENHUM TE
COMPLETARÁ:
Defendemos
ardorosamente as relações humanas. É salutar que exista isso, pois o Senhor
também nos criou para os relacionamentos. Entretanto, amizade nenhuma terá o
poder de proporcionar paz ou felicidade. É preciso entender que a convivência
interessante sempre será aquela que existe uma junção de duas pessoas
equilibradas e que possam observar a relação como união e não como uma
dependência neurótica. Existem pessoas que se submetem a ter relacionamentos
reconhecidamente nocivos, com medo da solidão.
Não deixe
que tal circunstância aconteça contigo, pois você se tornará escravo daquilo
que te domina (2 Pedro 2.19b). Procurar o consentimento alheio, em vez da
verdadeira aprovação, nunca será um bom ato. A amizade é boa quando é
verdadeira e desinteressada; fora disso, nunca te levará a um bom fim. Além
do que foi explanado, não podemos esquecer de um fator importante: "Mesmo
que o relacionamento seja ótimo, ele nunca te completará, pois este papel
pertence unicamente a JESUS CRISTO".
4. NÃO ESPERAR RETRIBUIÇÃO QUANDO
AJUDAMOS:
Quando
ajudamos o semelhante, a melhor recompensa sempre será a divina. Ao fazer uma
boa obra, não se pode "tocar os sinos" sobre aquilo que foi efetuado,
demonstrando para todos que procedeu corretamente. Não é recomendado ficar
esperando aplausos de terceiros. A recompensa em forma de agradecimento pode
até ocorrer; contudo, não deve ser uma situação esperada ou obrigatória.
Faça a
sua parte e ajude de maneira generosa, esperando a verdadeira retribuição que
do Alto virá. A nossa
maior aprovação advirá sempre de Deus, e não de outra pessoa concordar com o
que fazemos. Evidentemente, receber um reconhecimento não será ruim, porém
nunca será tudo. "Devemos fazer o bem sem olhar a quem", e esta é a
mensagem mais importante deste texto. Quando, pela misericórdia divina, sou
usado para escrever um texto neste blog, trata-se de algo recíproco entre o que
registro e quem lê. Por que a reciprocidade? Porque o que aqui escrevo também
serve para mim, pois, antes de tudo, sou usado para mim mesmo, através do que
aprendi de bom. Daí, automaticamente, passo para frente. O intuito
maior é ajudar quem visualiza esta postagem e não esperar qualquer elogio, até
porque, no meu caso, a ordem recebida é simplesmente: "ESCREVER A
VISÃO" (Habacuque 2.2).
Assim, o
mais importante neste contexto é agradar ao Senhor, e procurar apresentar-se a
Ele aprovado (II Timóteo 2.15ª).
______________
*Contribuição dada para
determinado fim; colaboração, auxílio.
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