Observar o cotidiano
faz parte daquele que escreve e, sendo assim, gosto de acompanhar alguns
noticiários, especialmente aqueles que escolho por conveniência e, acima de
tudo, pela fidelidade ao que realmente acontece.
Há meses, dois
brasileiros muito influentes e com grandes conquistas no âmbito profissional
foram a uma determinada conferência e lá não trataram adequadamente o principal
homenageado do evento, pois, durante os seus discursos, lamentavelmente, foram
agressivos com a “celebridade” convidada.
Fico conjecturando
como dois senhores “já bem resolvidos”, tanto no âmbito financeiro quanto no ocupacional, os quais deveriam se focar na qualidade de vida, no bem-estar
pessoal e, principalmente, familiar, se tornam holofotes negativos na mídia ao
proferirem discursos infelizes e sem nexo, entrando em controvérsias
desnecessárias que só resultaram em ataques na mídia, notadamente por parte dos
jornalistas representativos na esfera em que atuam.
Não incentivo uma
pusilanimidade,*
onde alguém nunca expresse uma opinião sobre nada, temendo retaliações.
Evidente que não! O que aqui argumento categoricamente é que não devemos entrar
em contendas tolas e insensatas que não levam a nada. Defendo o homem pacífico,
ou seja, aquele que não procura conflitos ou foge de confusões, buscando viver
em paz, valorizando a harmonia. E, quando expressa suas opiniões, faz isso de
maneira reservada.
Existem pessoas que
já saem de casa buscando discórdias, como no famoso meme:** “VOU ALI PROCURAR CONFUSÃO”.
Quando a intenção é buscar problemas, desentendimentos ou conflitos de forma
proposital.
Quantos perderam a
vida por discussões banais, quando o mais sensato era se retirar ou, pelo
menos, ficar calado, não jogando “mais lenha na fogueira”. Ou melhor, deveriam
ter evitado “agravar” ainda mais a polêmica já existente.
A maturidade me
convence de que problemas já existem em demasia e que não devemos aumentá-los
ainda mais. À vista disso, evito conflitos tolos e plenamente desnecessários.
Quando me deparo com uma circunstância litigiosa, busco resolvê-la, não sendo
pusilânime, mas, acima de tudo, agindo com sensatez. E, se algo esquentar, deixarei com as
autoridades competentes a resolução, pois elas são capacitadas para isso. Não
serei o justiceiro ou o herói das causas impossíveis, preferindo ser um homem
pacífico e esquivando-me de demandas que podem e devem ser evitadas.
A sabedoria divina
incentiva a não procurar problemas e sim buscar a tranquilidade, assimilando
que a PAZ não significa ausência de conflitos, mas saber LIDAR com eles e não
aumentá-los desnecessariamente.
Agir como pacificador
não significa passividade*** ante o que nos acontece, pois não evitaremos
certos contextos, os quais devemos resolver. Ser pacífico é uma decisão que honrará a Deus,
pois, como Jesus Cristo ensinou em Mateus 5:9: “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão filhos de Deus”.
Assim, sejamos
pacíficos, compreendendo sabiamente que a melhor maneira de resolver certos
problemas é não permitir que eles apareçam.
________________
*Covardia, fraqueza, medo, timidez.
**Meme é um termo grego que significa imitação. O termo é bastante conhecido e utilizado no "mundo da internet", referindo-se ao fenômeno de "viralização" de uma informação, ou seja, qualquer vídeo, imagem, frase, ideia, música, etc., que se espalhe entre vários usuários rapidamente, alcançando muita popularidade.
***Omissão, indiferença. A passividade caracteriza-se por uma ausência ou reduzida vontade de agir e também por uma fraca capacidade de reação.

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