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quinta-feira, 16 de abril de 2026

O PACÍFICO EVITA CONTENDAS!

Observar o cotidiano faz parte daquele que escreve e, sendo assim, gosto de acompanhar alguns noticiários, especialmente aqueles que escolho por conveniência e, acima de tudo, pela fidelidade ao que realmente acontece.
Há meses, dois brasileiros muito influentes e com grandes conquistas no âmbito profissional foram a uma determinada conferência e lá não trataram adequadamente o principal homenageado do evento, pois, durante os seus discursos, lamentavelmente, foram agressivos com a “celebridade” convidada. 
Fico conjecturando como dois senhores “já bem resolvidos”, tanto no âmbito financeiro quanto no ocupacional, os quais deveriam se focar na qualidade de vida, no bem-estar pessoal e, principalmente, familiar, se tornam holofotes negativos na mídia ao proferirem discursos infelizes e sem nexo, entrando em controvérsias desnecessárias que só resultaram em ataques na mídia, notadamente por parte dos jornalistas representativos na esfera em que atuam.
Não incentivo uma pusilanimidade,* onde alguém nunca expresse uma opinião sobre nada, temendo retaliações. Evidente que não! O que aqui argumento categoricamente é que não devemos entrar em contendas tolas e insensatas que não levam a nada. Defendo o homem pacífico, ou seja, aquele que não procura conflitos ou foge de confusões, buscando viver em paz, valorizando a harmonia. E, quando expressa suas opiniões, faz isso de maneira reservada.
Existem pessoas que já saem de casa buscando discórdias, como no famoso meme:** “VOU ALI PROCURAR CONFUSÃO”. Quando a intenção é buscar problemas, desentendimentos ou conflitos de forma proposital.
Quantos perderam a vida por discussões banais, quando o mais sensato era se retirar ou, pelo menos, ficar calado, não jogando “mais lenha na fogueira”. Ou melhor, deveriam ter evitado “agravar” ainda mais a polêmica já existente.
A maturidade me convence de que problemas já existem em demasia e que não devemos aumentá-los ainda mais. À vista disso, evito conflitos tolos e plenamente desnecessários. Quando me deparo com uma circunstância litigiosa, busco resolvê-la, não sendo pusilânime, mas, acima de tudo, agindo com sensatez.  E, se algo esquentar, deixarei com as autoridades competentes a resolução, pois elas são capacitadas para isso. Não serei o justiceiro ou o herói das causas impossíveis, preferindo ser um homem pacífico e esquivando-me de demandas que podem e devem ser evitadas.
A sabedoria divina incentiva a não procurar problemas e sim buscar a tranquilidade, assimilando que a PAZ não significa ausência de conflitos, mas saber LIDAR com eles e não aumentá-los desnecessariamente.
Agir como pacificador não significa passividade*** ante o que nos acontece, pois não evitaremos certos contextos, os quais devemos resolver. Ser pacífico é uma decisão que honrará a Deus, pois, como Jesus Cristo ensinou em Mateus 5:9: “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão filhos de Deus”.
Assim, sejamos pacíficos, compreendendo sabiamente que a melhor maneira de resolver certos problemas é não permitir que eles apareçam.
 

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*Covardia, fraqueza, medo, timidez.

**Meme é um termo grego que significa imitação. O termo é bastante conhecido e utilizado no "mundo da internet", referindo-se ao fenômeno de "viralização" de uma informação, ou seja, qualquer vídeo, imagem, frase, ideia, música, etc., que se espalhe entre vários usuários rapidamente, alcançando muita popularidade.

***Omissão, indiferença. A passividade caracteriza-se por uma ausência ou reduzida vontade de agir e também por uma fraca capacidade de reação.

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