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sábado, 24 de novembro de 2018

SOMOS HUMANOS!

Admitir nossas limitações e fraquezas faz com que percamos todo um orgulho exacerbado. Reconhecer que fomos feitos do pó e para ele voltaremos (Gênesis 3.19) demonstra, em nosso íntimo, que somos falhos e efêmeros.

Cometemos erros quase que cotidianamente e falhamos em alguns momentos. Caímos algumas vezes e, mediante a força divina, somos erguidos. A essência humana mostra-nos a nossa falibilidade, e, cristalizada nesta certeza, percebemos o quão dependentes de Deus somos.
Ao colocarmos tais fatores no coração, eles servirão de amparo para que possamos compreender que não somos superdotados e que carecemos cada vez mais do sopro do Altíssimo. Desta forma, devemos ter a plena consciência de que não podemos exigir de nosso potencial mais do que somos capazes.
É perceptível que, se possuirmos força em algum momento da existência, isso se deve, principalmente, à atuação do SENHOR. Ser simples é necessário para que a glória de Deus possa se manifestar, pois o poder divino na existência do homem se aperfeiçoa, especialmente quando ele é fraco (2 Coríntios 12:9).
Por outro lado, o pleno conhecimento de nossa restrição humana também não deve ser motivo para pensarmos que podemos fazer tudo de errado. Aqui está o perigo de tornar absoluto o que é relativo. Nem tão pouco, nem tão muito! É muito desconfortante quando observamos em alguns uma altivez excessiva, onde pensam que são indestrutíveis, não possuindo a mínima modéstia. Contudo, tal convicção não resiste a um funcionamento irregular de uma simples célula, que pode levar a uma grave moléstia.
Faça o que deve ser feito, na verdade, no equilíbrio e na dependência de Deus, lembrando-se sempre de sua natureza.
Reiteramos que podemos falhar e somos propensos a isso se contarmos tão somente com o nosso esforço; contudo, temos uma ótima notícia: "Se a força de DEUS estiver enraizada em nós, faremos proezas e seremos mais do que VITORIOSOS."

sábado, 10 de novembro de 2018

NÃO ACREDITE EM ENRIQUECIMENTO RÁPIDO.

"A Riqueza de procedência vã diminuirá, mas quem a ajunta com o próprio trabalho a aumentará." (Provérbios 13.11).

Não se deixe enganar por aquelas pessoas que asseguram ter obtido sucesso rapidamente e que chegam a oferecer "planos mirabolantes para enriquecer do dia para a noite." Parece bom demais para ser verdadeiro e, de fato, tal situação não é concreta, pois esconde algo que não é benéfico. Dessa forma, quando encontrar esse tipo de pessoa, fuja depressa para o seu próprio bem.

Sempre tive dificuldades em acreditar em correntes, esquemas ou sistemas para enriquecimento rápido e sem esforço. Sem adentrar no cerne dessa questão, já que envolve uma série de estudos sobre tais assuntos, uma verdade tornou-se bem cristalina para este autor no que tange a esses esquemas financeiros, com resultados momentâneos: "Se alguns ganham muito dinheiro, outros tantos perdem."
Em relação a outro tipo de ganho rápido, não podemos esquecer aqueles que ganham boladas na loteria. Todavia, existe uma curiosidade inerente a essa situação, ainda não totalmente assimilada por muitos: "A grande maioria dos premiados cai em uma situação financeira bem pior do que a que tinham." Isto é uma conjectura da minha parte? Evidente que não. A má notícia para os sonhadores é que o ganho fácil da loteria não costuma ter vida longa, segundo um estudo da Universidade Vanderbilt dos EUA. Os pesquisadores analisaram a vida de milhares de pessoas premiadas em uma loteria da Flórida entre 1993 e 2002. Nesse grupo, foram encontrados 1.934 ganhadores que pediram falência.*
Há uma incrível história de um homem que perdeu uma fortuna em quatro anos: "O maior prêmio lotérico já concedido na história foi de fabulosos 315 milhões de dólares. O vencedor foi Jack Whittaker, um americano de 55 anos, que já tinha uma ótima estabilidade financeira, trabalhando na construção civil. Assim que ganhou este prêmio, sua vida deu uma grande virada, e para pior." Ele, sem ter o mínimo de preparo basilar, desequilibrou-se por completo na vida e, além de dilapidar todo o patrimônio ganho, também perdeu a família.**
A meu ver, a razão dessas ocorrências não é tão complicada de ser entendida: muitos dos ganhadores não possuem base emocional, financeira e até mesmo espiritual antes do ganho, e também não a adquirirão depois.
No versículo introdutório da mensagem, identificamos a vontade e a pedagogia do Senhor em relação à riqueza mal adquirida. Deus pode fazer tudo como bem desejar e abençoar a quem quiser. Isso é relevante e não merece reparo. Entretanto, o Supremo Ser reconhece que não temos condições psicológicas para sermos aquinhoados pela fortuna de uma forma rápida. Por que não?
Pelo simples fato de sermos falhos na essência. Tudo em nossa vida tem que ser conquistado no momento oportuno e da forma correta. Daremos mais valor àquilo que vem como fruto do trabalho e com a convicção da dificuldade de conquista.
Só com um suporte espiritual e também emocional teremos o devido equilíbrio para conviver bem com a riqueza e o sucesso.
Deduzimos que a maior dificuldade da vida na área financeira não será amealhar conquistas, e sim adaptar-se adequadamente a tais circunstâncias. É difícil, porém não é impossível sustentar a estabilidade emocional quando possuímos um bom patamar econômico, mantendo aquilo que foi ganho. Mas, para isso, um conselho é primordial: ou seja, mirarmos os nossos pensamentos no centro da vontade divina, não colocando nada na frente de Deus. Ao seguir esta santa recomendação: "O que conquistares, não perderás, já que teu coração estará centralizado no Senhor, e não nas riquezas deste mundo; e, por conseguinte, saberás como aproveitar muito bem os teus maiores ganhos."

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* Fonte: revista Exame.abril.com.br, publicado em 10 de Outubro de 2010).

** Fonte: HypeSciense, universo em um clique, no artigo: Os 10 prêmios "amaldiçoados" de loteria.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

DEUS CONHECE O TEU DESTINO

“Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir” (Salmo 139,16).

 

O versículo acima citado é bem impressionante, pois demonstra cabalmente que a nossa vida foi determinada pelo Santo dos Santos. Não com uma equivocada predestinação fatalista,* mas por um Deus que, entre suas características particulares, possui o dom privado da onisciência. É fascinante a qualidade de um Deus onisciente, que sabe tudo ao nosso respeito. Ele já tinha um plano existencial para o bem, mesmo antes de nascermos.

É imprescindível afirmar que a nossa parte será apenas estarmos em um trem, confiando nossas vidas ao maquinista maior: “O magnífico Deus!” É nosso dever mirarmos na Santa Palavra do Senhor e nunca sair do trilho determinado por Ele.
O nosso viver deverá ser plenamente escudado aos cuidados do SENHOR, pois ELE estabeleceu uma vida de sucesso para aqueles que o temem. O risco é iminente e forte para quem se afasta do caminho maravilhoso que Deus já preparou.
Para aqueles que, em determinados momentos de suas existências, distanciaram-se do trajeto do Senhor, é permitido um retorno, bastando um sincero arrependimento e voltar ao bom caminho já traçado pelo Salvador de nossas vidas.
Assim, nessa viagem maravilhosa até a terra prometida, é importantíssimo focalizarmos a nossa caminhada numa total dependência de Deus, pois foi para isso que fomos criados.


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*    Fatalismo: A crença de que "o que será, será", já que todos os eventos passados, presentes e futuros já foram predeterminados por Deus ou outra força poderosa. Na religião, esta visão pode ser chamada de predestinação; ela sustenta que se as nossas almas vão para o céu ou inferno é determinado antes de nascer e é independente de nossas escolhas.