Ao viajar de férias,
cheguei a um hotel onde ficaria hospedado e, daí, fiquei à espera do elevador
para subir até o meu aposento. O elevador demorou muito
a descer, e, quando chegou um senhor, que prontamente declarou: “Às vezes, esta situação e outras servem
para testar a nossa paciência, e Deus sempre nos fala nesses momentos.” Ao
despedir-me do mesmo, tive a sensação de que tinha recebido uma preciosa lição.
O certo é que a paciência
regularmente contrasta com a ansiedade. A virtude da paciência é algo que
devemos almejar, pois ela nos livra ou serve para atenuar muitos males, entre
eles, justamente, a ansiedade.
A Bíblia nos oferece lições
valiosas em seus versículos, entre elas as que estão contidas em:
- Filipenses 4,6-7: “Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus.”
- 1 Pedro 5.7: “Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês.”
A paciência controla nossas emoções, influenciando a forma como lidamos com a pressa. Quando somos pacientes, não perdemos a calma, o que evita que atuemos com impulsividade.
Antes de elaborar esta
composição, passei por uma situação que ocorreu em um momento oportuno, pois
reforçou ainda mais o meu desejo de refutar a ansiedade na minha vida, já que a
impaciência tende a acompanhar o ansioso, e que passo a narrar:
- Ao estacionar o automóvel na garagem, a alça da minha pasta ficou presa em um cabo USB. Na pressa em sair, quase a danifiquei, quando só era preciso ter mais calma e desenrolar o cabo de maneira tranquila, o que certamente só iria demorar uns segundos a mais.
É um exemplo pessoal, mas muitos, neste exato momento, podem estar vivenciando tal conjuntura.
A
ansiedade consome a alma desnecessariamente, principalmente pela preocupação
com o amanhã, e Charles Spurgeon assimilou isso muito bem ao se expressar
sabiamente:
“A ansiedade não tira o problema de amanhã; ela só
tira a paz de hoje.” Isso
corrobora com o que está escrito em Mateus 6.34 (Versão NVT): "Portanto, não se preocupem com o
amanhã, pois o amanhã trará suas próprias inquietações. Bastam para hoje os
problemas deste dia."
A
paciência serve de estímulo no combate à ansiedade, pois ela nos induz a:
- Aceitar que nem tudo pode ser controlado ao “bel prazer”; ou seja, as coisas nem sempre sairão do jeito que queremos.
- Acalmar nosso coração.
- Identificar aquilo que leva à ansiedade ou que nos tira do sério, ou que nos guiará a, pelo menos, ter um maior equilíbrio nessas circunstâncias.
- Ter a maturidade suficiente para priorizar o que realmente é importante, pois muitas de nossas preocupações não são necessárias.
- Para aqueles que, como eu, não podem ou não gostam de fazer várias tarefas ao mesmo tempo, seremos monitorados pela serenidade ao priorizar o que é realmente significativo.
- Colocar ordem no interior, buscando reservar um tempo suficiente para refletir e praticar o autocontrole.
A paciência e a ansiedade não caminham juntas, pois enquanto a paciência nos impulsiona a ter calma, equilíbrio e foco, a ansiedade nos traz pressa, preocupação, medo e tensão. Desta forma, a paciência é uma ferramenta valiosa para combater a ansiedade, que tem conduzido pessoas a problemas existenciais e, em certos casos, até mesmo ao abatimento.
Um lembrete é necessário: use as
“redes sociais” apropriadamente, limitando o acesso, pois o mau uso da internet
tende a trazer comparações inoportunas, principalmente para aqueles que não
sabem usá-la equilibradamente, o que alimentará a ansiedade, aumentando a
pressão emocional. Como quase tudo nesta vida, será
o uso de algo que diferenciará aquilo que é ruim do que é apropriado. Controlar
o que se faz é uma das maneiras de combater a ansiedade.
Para aquele que é bastante
ansioso, conte com o auxílio divino que lhe trará o controle devido,
fortalecendo-o e, inclusive, criando um poderoso escudo emocional contra aquilo
que o deixe ansioso.
