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quarta-feira, 1 de abril de 2026

PACIÊNCIA x ANSIEDADE

Ao viajar de férias, cheguei a um hotel onde ficaria hospedado e, daí, fiquei à espera do elevador para subir até o meu aposento. O elevador demorou muito a descer, e, quando chegou um senhor, que prontamente declarou: “Às vezes, esta situação e outras servem para testar a nossa paciência, e Deus sempre nos fala nesses momentos.” Ao despedir-me do mesmo, tive a sensação de que tinha recebido uma preciosa lição.
O certo é que a paciência regularmente contrasta com a ansiedade. A virtude da paciência é algo que devemos almejar, pois ela nos livra ou serve para atenuar muitos males, entre eles, justamente, a ansiedade.
A Bíblia nos oferece lições valiosas em seus versículos, entre elas as que estão contidas em:
  • Filipenses 4,6-7: “Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus.”
  • 1 Pedro 5.7: “Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês.”

A paciência controla nossas emoções, influenciando a forma como lidamos com a pressa. Quando somos pacientes, não perdemos a calma, o que evita que atuemos com impulsividade.

Antes de elaborar esta composição, passei por uma situação que ocorreu em um momento oportuno, pois reforçou ainda mais o meu desejo de refutar a ansiedade na minha vida, já que a impaciência tende a acompanhar o ansioso, e que passo a narrar:
  • Ao estacionar o automóvel na garagem, a alça da minha pasta ficou presa em um cabo USB. Na pressa em sair, quase a danifiquei, quando só era preciso ter mais calma e desenrolar o cabo de maneira tranquila, o que certamente só iria demorar uns segundos a mais.

É um exemplo pessoal, mas muitos, neste exato momento, podem estar vivenciando tal conjuntura.

A ansiedade consome a alma desnecessariamente, principalmente pela preocupação com o amanhã, e Charles Spurgeon assimilou isso muito bem ao se expressar sabiamente: “A ansiedade não tira o problema de amanhã; ela só tira a paz de hoje.” Isso corrobora com o que está escrito em Mateus 6.34 (Versão NVT): "Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará suas próprias inquietações. Bastam para hoje os problemas deste dia."
A paciência serve de estímulo no combate à ansiedade, pois ela nos induz a:
  1. Aceitar que nem tudo pode ser controlado ao “bel prazer”; ou seja, as coisas nem sempre sairão do jeito que queremos.
  2. Acalmar nosso coração.
  3. Identificar aquilo que leva à ansiedade ou que nos tira do sério, ou que nos guiará a, pelo menos, ter um maior equilíbrio nessas circunstâncias.
  4. Ter a maturidade suficiente para priorizar o que realmente é importante, pois muitas de nossas preocupações não são necessárias.
  5. Para aqueles que, como eu, não podem ou não gostam de fazer várias tarefas ao mesmo tempo, seremos monitorados pela serenidade ao priorizar o que é realmente significativo.
  6. Colocar ordem no interior, buscando reservar um tempo suficiente para refletir e praticar o autocontrole.

A paciência e a ansiedade não caminham juntas, pois enquanto a paciência nos impulsiona a ter calma, equilíbrio e foco, a ansiedade nos traz pressa, preocupação, medo e tensão. Desta forma, a paciência é uma ferramenta valiosa para combater a ansiedade, que tem conduzido pessoas a problemas existenciais e, em certos casos, até mesmo ao abatimento.

Um lembrete é necessário: use as “redes sociais” apropriadamente, limitando o acesso, pois o mau uso da internet tende a trazer comparações inoportunas, principalmente para aqueles que não sabem usá-la equilibradamente, o que alimentará a ansiedade, aumentando a pressão emocional. Como quase tudo nesta vida, será o uso de algo que diferenciará aquilo que é ruim do que é apropriado. Controlar o que se faz é uma das maneiras de combater a ansiedade.
Para aquele que é bastante ansioso, conte com o auxílio divino que lhe trará o controle devido, fortalecendo-o e, inclusive, criando um poderoso escudo emocional contra aquilo que o deixe ansioso.