Pesquisar este blog

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

CUIDE DE SUA ENERGIA – Exploradores Emocionais.

Muitos não dão a mínima importância a uma situação melindrosa, que é a utilização pessoal da energia no âmbito emocional, e também a como se proteger devidamente dos chamados “Exploradores Emocionais”.

Devemos assimilar que a energia emocional pode ser catalisada tanto para o bem quanto para o mal, e cabe a nós equacionar corretamente esse uso. Quando nos esforçamos em algo proveitoso, seja para nós mesmos ou para ajudar alguma pessoa, teremos uma boa utilização da energia. Todavia, quando entramos em contextos dissociados de uma maior prudência ou fora da vontade divina, teremos muito a perder, inclusive a tranquilidade. Isso pode ocorrer de algumas maneiras em especial:
  1. Meter-se em algo que não nos diz respeito.
  2. Consentir que pessoas de má índole abusem de nossa boa vontade.
  3. Perder tempo com aquilo que não nos edifica.
  4. Frequentar ambientes carregados.
  5. Participar de rodas de “fofocas”.
  6. Embrenhar-se em discussões tolas.
  7. Se acompanhar dos chamados “sugadores da alma” ou permanecer em circunstâncias complexas que podem e devem ser evitadas, e que só nos trazem chateações e prejuízos.

Os sugadores da alma, também chamados de “vampiros emocionais”, referem-se a pessoas que drenam a vitalidade de alguém, deixando-o fatigado e pessimista, afetando o lado emocional e, quando não, prejudicando a disposição mental.

Você conhece alguém que, quando chega próximo de você, faz com que você não se sinta bem, ficando até mesmo esgotado?
Pois é, muitos não acreditam que isso possa acontecer, mas os exemplos cotidianos são fortes e impactantes para que deixemos tal contexto de lado.
Jesus Cristo, mesmo sendo poderosíssimo, enfrentou um tipo de retirada de sua energia, como no acontecimento descrito em Lucas 8.44-47 e Marcos 5.30-33, que sintetizo:
  • Uma mulher, sofrendo de hemorragia há 12 anos, acreditou que ao tocar as vestes de Jesus seria curada. Daí, Jesus percebeu que alguém tinha tocado em sua vestimenta quando declarou: Quem me tocou, pois de mim saiu poder? E realmente a cura adveio, demonstrando que algo muito forte saiu de Jesus para que ocorresse a tão maravilhosa restauração da saúde da mulher.

A virtude, neste caso, tem a ver com o poder curador do mestre, quando sua forte energia espiritual foi a razão da cura da mulher. Jesus é um ser radiante, de muita luz e de um forte poder, e automaticamente sentiu quando lhe foi retirada uma porção de sua energia, canalizada para curar a doente. Jesus era Deus em forma de homem e passou por tal experiência. Devemos compreender logicamente que se tratava de sua missão curativa, entre outras incumbências que o Pai lhe tinha concedido.

Em relação a nós, simples mortais, devemos ter muito cuidado com a forma como nossa energia é utilizada. Se for de maneira positiva, logo nos restauraremos. Mas, se for negativamente, teremos prejuízo e precisaremos de um bom período para recuperação.
Que possamos utilizar adequadamente a energia e ter a máxima atenção com quem ou com o que se aproxima. Não existe meio termo nos ambientes ou em relação às pessoas: ou concentram boas energias ou não!
Não é acertado perder tempo com um indivíduo que não se mostra como é. Pessoas misteriosas geralmente não carregam boas energias. Por que pode perguntar a alguém?
Quem é de Deus não é tão misterioso. As pessoas de energias apropriadas são simples, e com elas o sim é sim e o não é não. Para tanto, preste atenção ao conhecer alguém ou quem chega próximo a você. Se tal pessoa se aproxima com sinceridade ou com certo ar de “mistério” encantador, mas pesado.
Não é tão difícil discernir alguém com uma energia carregada. Sabe aquela “conta que não bate”,* onde 2 + 2 não somam quatro? Fique atento com aquilo que é contraditório, duvidoso ou até mesmo desagradável.
Gastar energia com algo que é equilibrado, lógico e prazeroso é ótimo, mas gastar suas forças emocionais com circunstâncias complicadas, instáveis e angustiantes não é nada razoável.
Não me sinto bem com aquilo que, mesmo que me esforce ativamente, não consigo entender. Evito tal conjuntura antes que perca muita potência sem necessidade. Deve-se poupar energia e não perdê-la à toa, pois, além de ser prejudicial, ainda nos fará desperdiçar tempo. Também é adequado deixar de ir a certos lugares "pesados" para preservarmos nossa energia.
Assim, peçamos a Deus que nos afaste dos sugadores da nossa força, se perdermos um pouco de energia, que seja com algo sadio ou que, pelo menos, leve um auxílio ao semelhante. E não esqueça que a melhor maneira de trazer “fontes de energia” para a sua vida é orar, ler a Bíblia e passar um bom tempo diário ao lado daquele que nos fortalece: JESUS CRISTO. Isso ainda evitará que sejamos abordados desfavoravelmente pelos exploradores emocionais.
 

_______________

*A expressão "a conta que não bate" ou, mais comumente, "a conta não fecha", é um linguajar popular usado para indicar que algo não faz sentido, é suspeito, inconsistente ou ilógico.

AÇUDE VELHO

Campina Grande possui lugares fascinantes, mas nenhum supera o Açude Velho como a mais bonita imagem ou cartão postal desta cidade. O Açude Velho localiza-se na região central do município e possui uma área de aproximadamente 47 mil m².

Antes que adentremos nos pormenores históricos deste símbolo da cidade, mergulharemos no imaginário de muitos campinenses, que “apreciam” por demais este espaço urbano e também turístico. Este local é fonte inspiradora de muitas circunstâncias, desde uma caminhada simples (da qual este autor é adepto quase que cotidianamente), passeios informais, corridas, pedaladas e até começos e continuações dos encontros românticos ali estabelecidos. Suas águas, histórias e panoramas inspiram artistas, cantores, pintores, fotógrafos e cidadãos comuns, bem como “crônicas” atinentes a um local arrebatador.
Naquele local público e aprazível, encontramos dois museus:
  1. Museu de Arte Popular da Paraíba (Museu dos Três Pandeiros), projetado pelo célebre Oscar Niemeyer.
  2. SESI Museu Digital, que proporciona uma viagem interativa pela história de Campina Grande, com tecnologia, realidade virtual e simuladores, onde também se encontra o belo monumento comemorativo aos 150 anos da cidade.

Existem mais dois monumentos às margens do açude: "Os Pioneiros da Borborema" e as estátuas de “Jackson do Pandeiro” e “Luiz Gonzaga”, que estão ali posicionados como ponto de visitação, onde os registros fotográficos se acentuam. Não esquecendo do “Memorial à Bíblia”, que é um espaço dedicado à fé cristã.

O Açude Velho é um lugar adequado para passar um tempo de maneira agradável e, por conseguinte, conhecer muito da história e cultura da cidade, e ainda por cima, saborear petiscos saborosos encontrados em bares, lanchonetes e restaurantes ali localizados.
Mas, vamos lá: e o início do Açude Velho?
Este açude foi idealizado e construído em razão da seca que assolou o Nordeste brasileiro, entre os anos de 1824 e 1828, tendo sido inaugurado em 1830.  Erguido no leito do antigo "riacho das piabas", o açude serviu durante anos ao povo de Campina e da região do Compartimento da Borborema, que usava de suas águas para diversos fins.
Em face de Campina Grande começar a ser abastecida diretamente do Açude Epitácio Pessoa (Boqueirão – PB), a finalidade inicial do Açude Velho se desfez e, como já mencionado, hoje é um cartão postal e patrimônio da cidade. Naturalmente, com o crescimento urbano, teve que passar por transformações, ganhando calçadão, ciclovia, iluminação pública e esculturas.
Com mais de 195 anos de história, não poderia faltar um caso pitoresco e emblemático em relação ao referido açude, que é o “Famoso Jacaré”, o qual povoa o imaginário popular, quando muitos afirmavam que um jacaré estava acolhido nas águas do açude. Pois bem, segundo registros históricos, um jacaré-de-papo-amarelo realmente habitou ali nos anos 80, e em 2004 foi resgatado e passou aos cuidados do “Museu Vivo dos Répteis da Caatinga”.*
Quantas lembranças me traz o Açude Velho! Ele mexe no meu interior de maneira diferenciada, pois me incita até a pensar em circunstâncias não vivenciadas ali e que, na graça de Deus, espero contemplar a realização.
Cuidem desta obra fantástica, pois ela se encarregará de exalar o bom perfume de uma história nostálgica, ao mesmo tempo em que adequará a trajetória rumo ao futuro, repleta dos bons ares de uma grandiosidade permanente. E que este espaço encantador seja mantido adequadamente, com o devido engajamento da sociedade, bem como do poder público. Cabe a todos, em uma conexão vitoriosa, fazer com que esta paisagem não seja prejudicada por falta de amparo.
Que o Açude Velho, apesar do nome, possa se tornar, a cada dia que passa, mais NOVO e se perpetuar no coração daqueles que, como eu, defendem intransigentemente a importância do local, bem como contemplam a sua beleza inquestionável.


____________

*midialegal.com.br

sábado, 10 de janeiro de 2026

ACEITE O PERDÃO DE DEUS, POIS, SE.....

Uma das sensações que mais persegue o homem é a culpa. É um sentimento que deve ser devidamente tratado e neutralizado para que o indivíduo possa ter uma existência nos limites do razoável. E a melhor maneira de lidar com a culpa, especialmente na área espiritual, é confessar aquilo que te incomoda a Deus, e Dele receber o perdão que fará com que o equilíbrio emocional retorne, permitindo que se tenha uma jornada mais equilibrada.
O grande problema é que muitos não pedem perdão a Deus ou, se o fazem, ainda assim sentem-se culpados. A culpabilidade, tanto na área emocional como na espiritual, se não tratadas adequadamente, pode até trazer problemas emocionais sérios, quando não levar a um incômodo maior.
Se alguém não aceita a remissão de um pecado ou fica sempre se LEMBRANDO de algo que incomoda ou traz culpa, não adianta nada pedir perdão. Ao não acreditar que Deus, pela misericórdia ou graça, concede o santo indulto, o ato de solicitar a absolvição divina fica vazio.
Deus não é de brincadeira, e o que Ele garante, jamais DEVEMOS duvidar. Pela FÉ, pede-se e recebe-se o perdão do Senhor. E depois, deve-se acreditar “intimamente” que a culpa foi retirada e o pecado esquecido, devidamente colocado no mar do esquecimento.*
Deus não quer que vivamos no pecado, mas também reconhece a falibilidade humana,** quando preceitua em 1 João 1:8.9: “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.”
Por mais correto que alguém pense ser, precisa entender que necessita arrepender-se perante Deus, e acreditar convictamente que recebeu o perdão. Como consequência, deve ser removida qualquer sensação de culpa. Daí, o Senhor AGIRÁ maravilhosamente, especialmente nas emoções, e arrancará tudo aquilo que impede o pleno FLUIR de uma comunhão espiritual ajustada. Importante LEMBRAR que, depois da remissão ser alcançada, se deve assimilar que é preciso ficar longe do pecado.
Assim, ACEITE O PERDÃO DE DEUS, POIS, SE continuar com o peso do pecado em tua mente, mostrará que a clemência divina não foi entendida. Uma vez perdoado, justificado foi.


______________


*A expressão "colocado no mar do esquecimento" é uma metáfora que geralmente se refere a algo sendo esquecido ou removido da memória. A Bíblia, em Miquéias 7.18-19 usa uma linguagem semelhante para descrever o perdão de Deus, onde Ele, ao perdoar os pecados, os lança nas profundezas do mar, indicando que eles não serão mais lembrados

** A falibilidade humana refere-se à qualidade inerente à natureza humana que a torna suscetível a erros e falhas.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

POR QUE SER TRANSPARENTE?

O termo "transparente", no sentido ao qual aqui vamos nos ater, significa algo que é fácil de perceber ou de interpretar, ou ainda que revela claramente suas intenções.
Agir com transparência trará uma série de boas consequências para quem faz uso dessa qualidade. Muitos, ao comentarem sobre um indivíduo transparente, não terão como alegar a falta de uma maior espontaneidade. A falsidade passa longe da pessoa correta, que é alguém mais fácil de lidar, pois evidencia um comportamento regular, e ninguém poderá reclamar que foi enganado na convivência.
Aquele que age com transparência perto de ti é um indivíduo com o qual não precisarás defender-te emocionalmente, pois ele é confiável e não utiliza subterfúgios falsos no intuito de angariar dividendos próprios, ou seja, simplesmente te enganar. O homem autêntico se exibe como verdadeiramente é e se porta de uma maneira que, mesmo com os defeitos inerentes à sua fraca condição humana, não mascarará sua conduta com um comportamento dúbio* e contraditório. Ao contrário daquele que, em uma ocasião, age de uma forma e, em outro momento, é completamente diferente.
Convivo com falsos (em certos casos, torna-se necessário), bem como com sinceros, e reconheço que é melhor lidar, até mesmo pelo conhecimento de uma circunstância envolvida, com aquele que demonstra não gostar de você do que com aquele que afirma te admirar, mas não passa de um fingido em potencial.
O individuo transparente é bem mais descomplicado de se relacionar. Afirmo isso, pois qualquer tipo de relacionamento não é algo simples. Em uma conexão social, familiar, profissional e amorosa, duas ou mais pessoas estarão entrelaçadas e possuem formações e comportamentos diferentes, que nem sempre serão consolidados facilmente. Todavia, se houver transparência, haverá mais chance de uma relação se tornar mais suscetível ao sucesso.
Um indivíduo confiável demonstra o que gosta e o que não aprecia. É claro, objetivo e sincero, e, acima de tudo, respeitoso. O transparente é espontâneo, mas age com educação, mostrando de maneira cortês que não gosta de algo e que não aceita determinadas atitudes que não combinam com sua maneira de pensar ou ser.
Assim, devemos agir em toda e qualquer circunstância com: VERDADE, CLAREZA e DIGNIDADE.

______________

*Ambíguo, duvidoso, indefinido, vacilante.