Quase que simultaneamente, em razão de uma diferença de poucos minutos, encontrei dois conhecidos em um shopping center. Um deles, com quem dificilmente converso, é um homem ocupadíssimo e uma autoridade na cidade. Todavia, quando nos encontramos, ele me dá uma importância acima da média, e dialogamos animadamente, mesmo com sua falta de tempo. Por entender tal situação, não demoro em sua companhia e geralmente fico alegre depois do nosso encontro.
Já o outro, com quem também me
encontrei, chega a ser até mais íntimo, pelos laços profissionais que nos
cercam. Ele me atende bem quando nos encontramos, mas não sinto uma
consideração mais efetiva, tendo tido uma conversa com ele quase que
protocolar, e nos despedimos rapidamente.
O mais interessante é que o
segundo que deparei naquele dia é bem mais conhecido meu do que o primeiro, mas
este demonstrou na prática como se considera alguém.
Consideração é um ato
interessante e curioso, e pode acontecer até mesmo onde não impera uma amizade
mais próxima. Alguém pode ter uma deferência pelo outro sem ter um maior
convívio ou quase nenhum.
O apreço ou reverência que alguém
tem por nós vai muito além do que pensamos, e em certas ocasiões não chegamos
nem a entender. A consideração passa no teste da desconfiança, pois a falsidade
não encontra guarida na verdade de um sentimento que é amplamente demonstrado e
não impera a hipocrisia (Medeiros Jr).
Alguém pode perguntar: como saber
que alguém verdadeiramente nos considera?
É difícil disfarçar a percepção
de consideração, já que o olhar de quem realmente estima não consegue divergir
do que está evidenciando.
Por vezes, nem temos uma maior
convivência com um indivíduo, e ele nos trata com respeito e admiração. Isso tem
a ver com a reciprocidade de ideias, ou seja, com o que alguém norteia a sua
vida e que objetiva como pontos fundamentais de procedimento.
Quando
somos reverenciados, independentemente da condição financeira que tenhamos, nos
sentimos apreciados e, por conseguinte, também valorizamos o bom tratamento
recebido. A frase
“Eu gosto de quem gosta de mim” é um ditado popular cuja autoria é
desconhecida, mas não deixa de expressar que deve haver reciprocidade nos
relacionamentos. Devemos respeitar todos indistintamente, mas, sem sombra de
dúvidas, uma pessoa normal terá uma predisposição natural de considerar “mais”
aquele de quem recebe um bom tratamento.
Por outra
perspectiva, é importante ter em mente que quem não se respeita ou não se
estima determinará a postura dos outros em relação a ele. Exigir consideração
de outro, quando não se valoriza, será o mesmo que “uma festa de aniversário
sem o bolo”, pois faltará o essencial.
Na
amizade verdadeira, a consideração já acompanhará a engrenagem desse relacionamento,
pois quem gosta naturalmente considera.
Não é
imperativo que ensinemos os outros a nos considerar, pois é importante
assimilar que: “atitudes revelam prioridades”.
É
importante não esquecer que ninguém tem maior consideração por você do que
Deus. Mesmo com os seus pecados, imperfeições e falta de comprometimento com o
Senhor, Ele te aprecia muito.
Considere
por demais o seu próximo (Filipenses 2.3), e terás muito a ganhar, pois como
resultado:
- Agradará a Deus.
- Te trará um acréscimo de pessoas que apreciarão a sua companhia.

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