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quinta-feira, 18 de junho de 2026

QUEM QUER, FAZ ACONTECER

Estava caminhando logo cedo da manhã no lugar de costume, quando passou um cidadão, aparentando ter em torno de quarenta anos, empurrando uma carrocinha cheia de verduras e frutas. Notei-o bastante cansado e lhe perguntei de onde vinha e para que lugar estava se deslocando. Ele, educadamente e sem demonstrar nenhuma contrariedade com seu modo de vida, respondeu apontando os lugares. Daí, eu fiz meus cálculos e comprovei que ele, com aquela carrocinha bem pesada, percorreria aproximadamente 8 quilômetros. Pensei com os meus botões*: esse cidadão é um lutador e, de certa forma, um vencedor, concluindo: “Quem quer, faz acontecer!”

Observo muitos se lamentando de sua condição financeira mínima ou de uma situação existencial complicada e não fazem nada para mudar tal contexto. Não fazem como o homem acima exemplificado, que, através de sua força de vontade, não se dobrou ante uma circunstância desfavorável. Será que ele galgará altos patamares? Não tenho como prever, mas a questão não é essa, pois já o contemplo como VENCEDOR. Todavia, também assimilo que alguns enriqueceram ao começarem da mesma forma que o citado senhor.
"Quem quer, faz acontecer" simboliza um lembrete potente de que a vontade motiva a ação. A expressão em “negrito” pode ser completada com “quem não quer, arruma desculpa”. Quando algo importa para alguém, seja em que área for, encontrará tempo e meios para a plena satisfação e não ficará preso às justificativas. Focar-se em uma atitude perseverante, ao invés de ficar preso a uma contrariedade, é o melhor a se fazer. Deve-se ter a resiliência necessária para alcançar os maiores objetivos, ou seja, lutar muito e insistir até dar certo, e de forma alguma “DESISTIR”.
Nem todos alcançarão o ápice do sucesso, mas só em alguém lutar bravamente para vencer já é um vencedor, pois não se curvou perante as adversidades. Aliemos ao nosso viver disposição, intenção, preparo emocional e, principalmente, a ajuda do Senhor Jesus, pois está Nele a FORÇA que influencia positivamente.  
“Os céus são os céus do Senhor, mas a terra deu-a Ele aos filhos dos homens” (Salmos 115:16). No que é permitido ao homem, o mundo está aí para ser conquistado, e, com LUTA, alcançaremos os nossos maiores propósitos. Usar justificativas para não ir atrás da sobrevivência ou do alcance dos maiores sonhos são desculpas esfarrapadas que não se sobressaem.
Por outro lado, para aqueles que ficam em um eterno descanso, esperando que caia do céu aquilo que não se esforçam em adquirir, informo que Deus não apoia o preguiçoso, pois textos bíblicos associam a PREGUIÇA à falta de sabedoria e ruína financeira. O trecho mais lembrado que alerta sobre as consequências da preguiça é: “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, olha para os seus caminhos e sê sábio” (Provérbios 6:6). O fato é que tal comparação bíblica tem a ver com o comportamento natural da formiga, que trabalha arduamente, guardando mantimentos e incentivando o cuidado com o futuro.
Não coloquemos desculpas no sentido de deixarmos de lutar pelo que queremos. Enfatizo que nem sempre querer é poder, mas também afirmo, lastreado na fé, que se pelejarmos por boas finalidades, agradaremos a Deus e teremos muito mais condições de alcançarmos aquilo tão pretendido. Ficar parado é que não levará a nada!

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*A expressão "pensei com os meus botões" significa refletir sozinho, ponderar ou conversar consigo mesmo sobre algo.


quarta-feira, 10 de junho de 2026

JOGANDO EM SEUS DOMÍNIOS

"Jogando em seus domínios" é uma expressão comum no futebol, significando que uma determinada agremiação esportiva está atuando em casa, ou seja, no seu próprio estádio. Tal conjuntura não deixa de ser uma grande vantagem, devido principalmente ao apoio da torcida e ao devido conhecimento do campo do jogo. É por demais interessante que os "times pequenos" costumam se agigantar quando jogam em seus domínios. Cada jogador se transforma em dois, e que o time adversário, mesmo com maior superioridade, tem que se empenhar muito para ganhar o jogo. O mais curioso é que os times, quando vão jogar em local diverso de sua cidade, procuram fazer o que se chama "reconhecimento de campo", no intuito de se adequar melhor ao que irão enfrentar no jogo
Trazendo o contexto evidenciado para o nosso cotidiano, por vezes se repete tal processo. Traremos o exemplo de uma reunião qualquer. Percebemos que, geralmente, quando é realizada em um ambiente mais propício, ou seja, em um local conhecido por nós, o encontro torna-se mais conveniente. Por outro lado, aqueles compromissos onde não “conhecemos o terreno a ser pisado” podem ser mais dificultosos.
A expressão “conhecer o terreno a ser pisado” significa estar ciente do que se vai encontrar em um ambiente qualquer, estando informado sobre aquilo que cerca a circunstância a ser vivenciada. É uma metáfora usada para uma preparação adequada, impedindo que os riscos, porventura existentes, tragam surpresas desagradáveis. Este pleno conhecimento você terá quando estiver preparado e não apenas se confiar em suas próprias forças. Desta forma, “jogar no campo já conhecido” trará a você maior condição de vitória. Tal dedução devemos levar para as demais áreas da existência, seja no sentimental, profissional, social, financeiro, etc.
Quando conhecemos adequadamente uma determinada conjuntura, estaremos mais preparados para enfrentá-la ou, ao menos, nos adequar a ela. Identifiquei que os antigos indígenas, antes de enfrentar o exército americano (entre o século XVII e o final do século XIX), procuravam conhecer os hábitos cotidianos antes de atacá-los. Os índios passavam vários dias escondidos, estudando a rotina do adversário.
Sob outra perspectiva, a melhor forma de conhecer aquilo que não sabemos nada é pelo discernimento espiritual que Deus concede a quem Nela confia. Ao procedermos com qualquer tipo de iniciativa ou não conhecermos nada de outra pessoa, a melhor forma é deixar os “olhos de Deus” demonstrarem aquilo que não está bem visível. Quando estamos na condição de desconhecimento total sobre algo, devemos “logicamente e necessariamente” permanecer nos braços do Senhor e compreender o terreno que estamos pisando. Daí, DEUS nos fornecerá a sabedoria suficiente para não pisarmos em “buracos” que possam nos machucar, e assim estaremos protegidos, em uma trajetória correta e inteiramente decifrada por ELE.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

CONSIDERAÇÃO

Quase que simultaneamente, em razão de uma diferença de poucos minutos, encontrei dois conhecidos em um shopping center. Um deles, com quem dificilmente converso, é um homem ocupadíssimo e uma autoridade na cidade. Todavia, quando nos encontramos, ele me dá uma importância acima da média, e dialogamos animadamente, mesmo com sua falta de tempo. Por entender tal situação, não demoro em sua companhia e geralmente fico alegre depois do nosso encontro.

Já o outro, com quem também me encontrei, chega a ser até mais íntimo, pelos laços profissionais que nos cercam. Ele me atende bem quando nos encontramos, mas não sinto uma consideração mais efetiva, tendo tido uma conversa com ele quase que protocolar, e nos despedimos rapidamente.
O mais interessante é que o segundo que deparei naquele dia é bem mais conhecido meu do que o primeiro, mas este demonstrou na prática como se considera alguém.
Consideração é um ato interessante e curioso, e pode acontecer até mesmo onde não impera uma amizade mais próxima. Alguém pode ter uma deferência pelo outro sem ter um maior convívio ou quase nenhum.
O apreço ou reverência que alguém tem por nós vai muito além do que pensamos, e em certas ocasiões não chegamos nem a entender. A consideração passa no teste da desconfiança, pois a falsidade não encontra guarida na verdade de um sentimento que é amplamente demonstrado e não impera a hipocrisia (Medeiros Jr).
Alguém pode perguntar: como saber que alguém verdadeiramente nos considera?
É difícil disfarçar a percepção de consideração, já que o olhar de quem realmente estima não consegue divergir do que está evidenciando.
Por vezes, nem temos uma maior convivência com um indivíduo, e ele nos trata com respeito e admiração. Isso tem a ver com a reciprocidade de ideias, ou seja, com o que alguém norteia a sua vida e que objetiva como pontos fundamentais de procedimento.
Quando somos reverenciados, independentemente da condição financeira que tenhamos, nos sentimos apreciados e, por conseguinte, também valorizamos o bom tratamento recebido. A frase “Eu gosto de quem gosta de mim” é um ditado popular cuja autoria é desconhecida, mas não deixa de expressar que deve haver reciprocidade nos relacionamentos. Devemos respeitar todos indistintamente, mas, sem sombra de dúvidas, uma pessoa normal terá uma predisposição natural de considerar “mais” aquele de quem recebe um bom tratamento.
Por outra perspectiva, é importante ter em mente que quem não se respeita ou não se estima determinará a postura dos outros em relação a ele. Exigir consideração de outro, quando não se valoriza, será o mesmo que “uma festa de aniversário sem o bolo”, pois faltará o essencial.
Na amizade verdadeira, a consideração já acompanhará a engrenagem desse relacionamento, pois quem gosta naturalmente considera.
Não é imperativo que ensinemos os outros a nos considerar, pois é importante assimilar que: “atitudes revelam prioridades”.
É importante não esquecer que ninguém tem maior consideração por você do que Deus. Mesmo com os seus pecados, imperfeições e falta de comprometimento com o Senhor, Ele te aprecia muito.
Considere por demais o seu próximo (Filipenses 2.3), e terás muito a ganhar, pois como resultado:
  • Agradará a Deus.
  • Te trará um acréscimo de pessoas que apreciarão a sua companhia.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

SALMO 121 - QUEM TE PROTEGE?

O meu trabalho oferece um certo risco e, em ocasiões que considero mais melindrosas, costumo ir com outro parceiro me dando apoio. Ocorre que, em um determinado serviço, tinha marcado com um colega para me auxiliar na diligência, só que, no dia marcado, não foi possível ele acompanhar. Desta forma, ao me transportar para o serviço em outra cidade, pedi proteção a Deus e senti no meu coração como se Ele estivesse exclamando: “A minha efetiva proteção te basta”. Pois é, naquele momento, senti uma forte convicção de que estava realmente protegido. Lastreado na fé, desloquei-me ao local do ofício, e tudo ocorreu da melhor forma possível.

O certo é que, em qualquer tarefa que estejamos realizando, se Deus estiver ao nosso lado, tudo sairá a contento. Mesmo que tenhamos várias pessoas ao nosso lado nos protegendo, não será a mesma coisa que a proteção divina.
Aprecio o Salmo 121 e, em oito preciosos versículos, ele nos oferece valiosas lições da atuação do Senhor a nosso favor; senão vejamos:

1. SALMO 121.1-2:
“Olho para os montes e pergunto: De onde me virá socorro? Meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra”.
Como já foi mencionado: a maior proteção sempre será a divina. Deus é o nosso socorro bem presente. Nenhum auxílio humano, por maior boa vontade que alguém possua, suplantará aquilo que vem diretamente do Criador dos céus e da terra.
 
2. SALMO 121.3-4:
"Ele não deixará que você tropece; Aquele que o protege não cochilará."  
Por mais competente que seja um vigilante, ele, como humano, poderá cochilar. Com Deus, isso não acontece, pois Ele não dorme, não cochila e não se cansa. O Senhor cuidará de nossa vida e estará sempre ALERTA.
 
3. SALMO 121.5-6: 
O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à direita. O sol não te molestará de dia nem a lua de noite."
O Senhor nos protegerá de "todo o mal", como um acompanhante fiel, simbolizado pelo efetivo ESCUDO contra os problemas de dia (sol), bem como à noite (lua), tornando-se nossa proteção cotidiana e ininterrupta.
  
4. SALMO 121.7-8:
“O Senhor te guardará de todo o mal; guardará a tua alma. O Senhor guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre.”
Deus nos protege na “saída e chegada”, demonstrando o zelo Dele por nossa vida em todas as atividades, viagens e fases da vida. Isso advirá do resultado de nossa fé, que nos proporcionará estabilidade emocional e, principalmente, espiritual. O Senhor fará com que tenhamos uma forte confiança, e não vacilaremos, pois acreditamos Nele com CONVICÇÃO.

Nada pode substituir o cuidado de Deus sobre a nossa vida. Ele é o protetor maior, pois, se “Ele é por nós, quem será contra nós?” (Romanos 8.31). Apesar das dificuldades inerentes à vida, a segurança do Senhor fará com que possamos suplantar os obstáculos.

É evidente que Deus poderá usar alguém para nos ajudar e acudir em determinado momento de precisão, mas é impreterível reconhecermos que só Dele teremos total e concreta proteção de tudo aquilo que possa nos molestar.

quinta-feira, 21 de maio de 2026

ME APERREOU? SE PUDER, ESTOU FORA!

Texto com um título diferente, mas perfeitamente plausível em face de algumas circunstâncias existenciais. Em relação à palavra "aperreou", ressalto que é o “pretérito perfeito” do verbo aperrear, o qual significa: incomodar, irritar, perturbar ou aborrecer alguém.

Sou um homem que busca incessantemente a paz. Daí, se tiver como fugir de qualquer tipo de aperreio, assim procedo. Não me dou bem com pessoas irritantes ou que tentem complicar a minha vida. Entendo que aquilo que no interior contém transtorno não pode vir de Deus, pois o Senhor é artífice da harmonia. A PAZ que tanto almejo utilizo como “árbitro/juiz”* no coração, ou seja, não é apropriado permanecer onde não há entendimento e a confusão impera.
Então, para aquilo que me oprime, se puder e tiver como, me afasto imediatamente, seja de ambientes ou de determinadas pessoas. Utilizei a expressão “se puder”, já que há contextos, como profissionais, familiares e certos recintos em que teremos forçosamente de conviver, e assim não será tão fácil o devido afastamento.
Indivíduos que me incomodam em demasia e que não me trazem paz, se puder, pulo fora. Vá aperrear outro! Algumas pessoas são complicadas por natureza e ainda tentam transferir suas afobações emocionais para os outros, e não temos nem como ajudá-las, pois elas não deixam, por acharem que não possuem problema algum. Lidar com pessoas que nos aperreiam é custoso. Reconheço que é difícil não responder às provocações e aos descontroles de terceiros, e o pior é que, se houver contestações de nossa parte, isso pode agravar ainda mais a situação. Sim, porque há pessoas que são tão manipuladoras que, quando reagimos às afrontas, ainda tentam trazer culpa para a nossa mente, quando elas são as erradas e desestruturadas emocionalmente. Sei o que estou aqui expondo, pois já senti na pele tal conjuntura e atesto ser altamente doentia.
Como já explanado, se o convívio não for obrigatório, o distanciamento é o recurso mais eficaz. Fuja desse tipo de indivíduo e foque em você, pois é melhor estar só do que estar acompanhado de pessoas indesejáveis e desestabilizadas emocionalmente. Pode até parecer uma atitude egoísta tal posicionamento, mas é para a nossa própria defesa. Usar a inteligência emocional e estabelecer limites para aproximação é importante neste tipo de circunstância.
Desta forma, se alguém, pela convivência, não te traz paz e você padece, ou melhor, se aperreia muito, "pernas, para que te quero",** pois se você continuar nesta infeliz empreitada, terás tudo a perder, inclusive ter um esgotamento físico, quando não passar por um estresse decorrente de tal relação. Assimilem que, por mais preparado que alguém seja na área emocional, não consegue conviver constantemente com inquietação, e, para tanto, se a causa não for efetivamente erradicada, o prejuízo será grande. Gosto de convivências e não tenho vocação para ser um solitário, mas, se alguns me trouxerem mais prejuízos do que satisfações: TÔ FORA.
E, como lembrete final, advirto: a RAZÃO tem que ser mais forte do que a EMOÇÃO que te prende a alguém ou a qualquer contexto que te aperreia.  

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*O conceito de "paz como árbitro" ou "paz como juiz" baseia-se na interpretação bíblica de Colossenses 3:15, onde o apóstolo Paulo instrui: "Que a paz de Cristo seja o árbitro (ou juiz) em seus corações". Esse conceito refere-se a utilizar a tranquilidade interior e a harmonia espiritual, provenientes de Deus, como critério decisivo para tomar decisões e guiar atitudes.

**"Pernas, pra que te quero" é uma expressão que significa fugir rapidamente, sair em disparada ou se mandar de um lugar por medo ou perigo. Ela denota uma fuga em pânico, indicando o uso máximo da agilidade das pernas para alcançar um local seguro.