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sexta-feira, 10 de abril de 2026

NÃO GOSTA. NÃO AMA. QUAL É O SENTIMENTO QUE NÃO É PROIBIDO?

AMOR é o sentimento maior e um mandamento divino que deve ser obedecido, mesmo quando não nutrimos esse afeto em nosso íntimo por alguém que nos fez mal.

Se eu afirmasse aqui que devemos amar até os nossos inimigos, como você interpretaria?
Em Mateus 5:44, está escrito: “Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem”. É bem difícil; todavia, é imperativo esse amor por alguém que nos maltrata. Essa decisão deve estar enraizada em nosso coração, fazendo com que devolvamos o mal com o bem. Por outro lado, isso não significa GOSTAR da pessoa que nos fez mal ou concordar com suas atitudes. Aqui está a questão fundamental que explorarei neste texto: Amar é obrigatório, já gostar é opcional. Surpreendente tal constatação, mas plenamente justificável. Devemos amar e perdoar, mas não é obrigatório gostar daquele que nos incomoda pelo mau comportamento ou de quem não nutrimos nenhum tipo de afinidade. 
Amar não é apenas ter muito carinho por alguém, mas sim um sentimento alicerçado naquilo que Deus determinou. Já o gostar requer, principalmente, a aprovação do comportamento daquele que queremos ter por perto. O mais interessante e até paradoxal* é que podemos até gostar de alguém, mas não ter a sensação de amá-lo intensamente, sob o ponto de vista afetivo. A aparente falta de nexo dessas afirmações pode ser desfeita por um sucinto e revelador exemplo:
  • Alguém que chamaremos de Josué aprecia muito a companhia de Antônio, em uma amizade que perdura por muitos anos. Entretanto, J não nutre por A uma afeição profunda. Por outro lado, o amor, como mandamento e contido em João 13:34,** é indispensável e deve acompanhar esse ou qualquer tipo de contexto.

AMAR não significa conviver, mas, quando GOSTAMOS de alguém e somos retribuídos com respeito, afeto e interesse mútuo, passamos a dispor de um relacionamento concreto e amigável, e, acima de tudo, destituído de falsidades.

Por sua vez, quando nos reportamos a Jesus Cristo, percebemos que Ele ama a todos, mas isso não significa que aprova comportamentos perniciosos. Muito pelo contrário, já que o Senhor ama o pecador, mas não gosta do pecado, chegando a abominá-lo.
Assim, AMAR é obrigatório; já o GOSTAR é opcional e dependerá de como alguém encarará os semelhantes e os seus procedimentos. Não esquecendo que o indivíduo normal, sensato e equilibrado terá a tendência de gostar do que lhe é agradável, benéfico e verdadeiro. 

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*Incoerente, contraditório, antagônico.

** “Por isso, agora eu lhes dou um novo mandamento: Amem uns aos outros. Assim como eu os amei, vocês devem amar uns aos outros.”

domingo, 5 de abril de 2026

POR QUE JESUS CRISTO É O SENHOR?

Normalmente, para aqueles que reverenciam Jesus, e em especial para os que professam o Cristianismo como a maior opção espiritual, observamos, usualmente, entre eles a seguinte expressão: JESUS CRISTO É O SENHOR!

A palavra SENHOR não possui apenas um significado. Daí, poderemos considerar algumas definições sobre o termo mencionado, como sendo:
  1. Tratamento cerimonial ou respeitoso dispensado a um determinado homem.
  2. Antigo proprietário do feudo.*
  3. Aquele que possui algo; proprietário.
  4. Dono da casa, patrão, amo.
  5. Uma pessoa que exerce poder, dominação, influência.
  6. Sentido figurado: Aquele que tem domínio sobre si, sobre uma coisa, sobre uma situação.
  7. Aquele que tem autoridade como rei, imperador, soberano, chefe.
  8. Uma pessoa nobre.
  9. Alguém imponente, distinto.
  10. Deus, especialmente na pessoa de Jesus Cristo.

Pois bem, especifiquei dez noções sobre a palavra SENHOR. Alguém pode até estranhar que eu tenha me demorado nessas premissas, mas confesso que procedi propositadamente. Os mais intuitivos, e que também têm Jesus como Senhor, verificaram que as 10 definições abrangem o “Messias” em seu imenso tamanho, pois realmente ELE é SOBERANO sobre tudo.

Confessamos que Jesus é o Senhor, notadamente pela sua condição de nosso GUIA MAIOR, e a Ele devemos toda a nossa lealdade, amor e obediência pelo que É e, sobretudo, pelo que já fez, tem feito e ainda fará.
Na Bíblia, o título Senhor designa a soberania divina, e Jesus atribui a si mesmo tal qualificação (João 13:13), revelando o seu poder sobre os demônios, o pecado e a morte. Desta forma, devemos colocar a nossa dependência Nele.
Jesus, apesar de ser Deus, não considerou que a sua igualdade com o SUPREMO era algo que deveria ser usado como vantagem; antes, esvaziou a si mesmo, assumindo a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens, e, sendo encontrado em figura humana, humilhou-se e foi obediente até a morte, morte na cruz! E, com isso, recebemos como prêmio a maior missão salvífica** de que se tem notícia, a qual foi graciosamente realizada em nosso favor, para que pudéssemos ter a vida eterna. Por isso, Deus exaltou Jesus à mais alta posição e com uma denominação acima de todo nome. Assim, só um tolo ou um incrédulo não admite o senhorio de Jesus, e, para tanto, toda língua deve confessar que o Nazareno é o SENHOR, justamente para a glória de Deus Pai.
Tristemente, até em certas igrejas ditas cristãs, alguns falsos profetas divergem da divindade de Jesus. Lamento por eles e por esses pensamentos discordantes com o que está consignado nas santas escrituras.
Jesus Cristo é o nosso Senhor, pois exclusivamente:
  • Ele é o Filho de Deus (Mateus 16.16).
  • Ele é o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores (Apocalipse 19.16).
  • Ele morreu e ressuscitou (Romanos 10.9).
  • Ele tem toda a autoridade no céu e na terra (Mateus 28.18).

Tais certezas em nossos corações, consequentemente, ressoarão como nossa declaração de fé em Jesus Cristo, e não esquecendo que, quer queiram ou não, um dia: DIANTE DELE TODO JOELHO SE DOBRARÁ (Filipenses 2.10).

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*O feudo consistia em um bem concedido a outra pessoa em troca de lealdade e serviço prestado. Em geral, o feudo era uma extensão de terra, mas podia ser direitos de exploração (de pescar, caçar, cobrar impostos) que significasse uma fonte de renda.

**Salvífica é o feminino de salvífico. O mesmo que: salvadora.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

PACIÊNCIA x ANSIEDADE

Ao viajar de férias, cheguei a um hotel onde ficaria hospedado e, daí, fiquei à espera do elevador para subir até o meu aposento. O elevador demorou muito a descer, e, quando chegou um senhor, que prontamente declarou: “Às vezes, esta situação e outras servem para testar a nossa paciência, e Deus sempre nos fala nesses momentos.” Ao despedir-me do mesmo, tive a sensação de que tinha recebido uma preciosa lição.
O certo é que a paciência regularmente contrasta com a ansiedade. A virtude da paciência é algo que devemos almejar, pois ela nos livra ou serve para atenuar muitos males, entre eles, justamente, a ansiedade.
A Bíblia nos oferece lições valiosas em seus versículos, entre elas as que estão contidas em:
  • Filipenses 4,6-7: “Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus.”
  • 1 Pedro 5.7: “Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês.”

A paciência controla nossas emoções, influenciando a forma como lidamos com a pressa. Quando somos pacientes, não perdemos a calma, o que evita que atuemos com impulsividade.

Antes de elaborar esta composição, passei por uma situação que ocorreu em um momento oportuno, pois reforçou ainda mais o meu desejo de refutar a ansiedade na minha vida, já que a impaciência tende a acompanhar o ansioso, e que passo a narrar:
  • Ao estacionar o automóvel na garagem, a alça da minha pasta ficou presa em um cabo USB. Na pressa em sair, quase a danifiquei, quando só era preciso ter mais calma e desenrolar o cabo de maneira tranquila, o que certamente só iria demorar uns segundos a mais.

É um exemplo pessoal, mas muitos, neste exato momento, podem estar vivenciando tal conjuntura.

A ansiedade consome a alma desnecessariamente, principalmente pela preocupação com o amanhã, e Charles Spurgeon assimilou isso muito bem ao se expressar sabiamente: “A ansiedade não tira o problema de amanhã; ela só tira a paz de hoje.” Isso corrobora com o que está escrito em Mateus 6.34 (Versão NVT): "Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará suas próprias inquietações. Bastam para hoje os problemas deste dia."
A paciência serve de estímulo no combate à ansiedade, pois ela nos induz a:
  1. Aceitar que nem tudo pode ser controlado ao “bel prazer”; ou seja, as coisas nem sempre sairão do jeito que queremos.
  2. Acalmar nosso coração.
  3. Identificar aquilo que leva à ansiedade ou que nos tira do sério, ou que nos guiará a, pelo menos, ter um maior equilíbrio nessas circunstâncias.
  4. Ter a maturidade suficiente para priorizar o que realmente é importante, pois muitas de nossas preocupações não são necessárias.
  5. Para aqueles que, como eu, não podem ou não gostam de fazer várias tarefas ao mesmo tempo, seremos monitorados pela serenidade ao priorizar o que é realmente significativo.
  6. Colocar ordem no interior, buscando reservar um tempo suficiente para refletir e praticar o autocontrole.

A paciência e a ansiedade não caminham juntas, pois enquanto a paciência nos impulsiona a ter calma, equilíbrio e foco, a ansiedade nos traz pressa, preocupação, medo e tensão. Desta forma, a paciência é uma ferramenta valiosa para combater a ansiedade, que tem conduzido pessoas a problemas existenciais e, em certos casos, até mesmo ao abatimento.

Um lembrete é necessário: use as “redes sociais” apropriadamente, limitando o acesso, pois o mau uso da internet tende a trazer comparações inoportunas, principalmente para aqueles que não sabem usá-la equilibradamente, o que alimentará a ansiedade, aumentando a pressão emocional. Como quase tudo nesta vida, será o uso de algo que diferenciará aquilo que é ruim do que é apropriado. Controlar o que se faz é uma das maneiras de combater a ansiedade.
Para aquele que é bastante ansioso, conte com o auxílio divino que lhe trará o controle devido, fortalecendo-o e, inclusive, criando um poderoso escudo emocional contra aquilo que o deixe ansioso.