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terça-feira, 1 de setembro de 2026

POR QUE ESCREVO?

Antes de adentrarmos na essência da presente composição, confesso que a escrita foi algo aleatório* na minha vida. Simplesmente aconteceu! E sabe Deus por quê. Aliás, só Ele sabe. Sempre gostei de ler e não tinha o hábito de escrever. Lia muito quando era mais jovem e, em uma determinada época, chegava a ler dez livros por mês. Daí, em um maravilhoso impulso, comecei a escrever redações curtas sem um maior comprometimento, as quais publicava nas redes sociais. E uma amiga, certamente usada por Deus, inculcou na minha mente que eu devia continuar escrevendo os textos, e, se possível, mais longos. Pois então, atendi ao formidável conselho e, daí, surgiu o BLOG LINHAS EDIFICANTES, chegando ao patamar atual com livros publicados e que, pela graça divina, espero prosseguir escrevendo.

Neste tempo de escrita, muitos acontecimentos relacionados à área me chamaram a atenção, mas três em especial merecem realce; senão vejamos:
  1. Em uma certa madrugada, recebi uma mensagem curtíssima no Blog Linhas Edificantes, onde só constava: OBRIGADO. Voltei a dormir; todavia, a curiosidade foi mais forte e, logo ao acordar, fui observar qual a última mensagem que tinha publicado para entender o motivo do agradecimento. Para minha grata surpresa, o texto era atinente ao suicídio. Podemos deduzir que, graças a Deus, alguém desistiu de algo muito ruim.
  2. Após uma publicação sobre “Controle Emocional”, um dos comentários no texto me chamou a atenção, quando uma mulher se mostrava muito agradecida, pois estava com muita raiva de um familiar. Segundo ela, a mensagem fez com que o ódio que estava sentindo fosse enfraquecido e, ao invés de se vingar da pessoa, iria entregar o caso a Deus. Aquilo me alegrou bastante, pois o texto bateu forte no coração daquela mulher;
  3. Um amigo de saudosa memória, após a publicação do meu primeiro livro e exatamente no último contato estabelecido entre nós, afirmou que estava gostando muito do livro. Ao nos despedirmos, ele disse: “Agora você sabe qual é a sua missão e por que veio ao mundo”.

Um versículo da Bíblia que me impulsionou a escrever confiantemente está consignado em Habacuque 2:2 – Versão NTLH, precisamente: “ESCREVA em tábuas a VISÃO que você vai ter, escreva com clareza o que vou lhe mostrar, para que possa ser lido com facilidade.” Na passagem, Deus ordena que Habacuque registre a revelação de forma simples e concisa para que muitos leiam. Desta forma, tomei o conselho bíblico para minha vida e comecei a escrever a visão.

Ao compor, procuro me fazer entender da maneira mais descomplicada possível, como se fosse aquele que vai ler. Entendo que um texto que é difícil de entender torna-se chato até para ler, pois, como sensatamente deduziu o filósofo e escritor francês Montaigne: “Ao encontrar um trecho difícil, deixo o livro de lado. Por que? A leitura é uma forma de felicidade.” Assim, escrevo de uma maneira que possa ser compreendido, e não com palavras complicadas ou trechos confusos, porquanto, a meu ver, a simplicidade facilita a compreensão de qualquer tipo de texto.
Escrevo também por outros fatores; entretanto, três sobressaem:
  • Escrevo, acima de tudo, o que Deus coloca no meu coração e que possa servir de estímulo aos leitores;
  • Ajudar os semelhantes e que vidas sejam edificadas;
  • Compartilhar o que aprendi, pois como Cora Coralina deduziu: “Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.”  

Que possamos continuar escrevendo, mas sem deixar de lado a paixão pela leitura. É na consulta da Bíblia e na análise de vários livros que sou abastecido, resultando em um vocabulário apurado para continuar me expressando.

Enfim, por que escrevo?
Por causa da graça divina e imerecida, através de um dom que o SENHOR me concedeu. Que minhas REFLEXÕES, por meio da escrita, se transformem habitualmente em registros permanentes. Toda a honra e glória a Deus, pois garanto inequivocamente: “Se não fosse o agir Dele na minha vida, nem o primeiro texto teria sido escrito e, consequentemente, publicado.”

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*Acidental, inesperado, imprevisto.

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

CALCANHAR DE AQUILES. Qual é o seu ponto fraco?

A expressão "Calcanhar de Aquiles", originária da mitologia grega, é utilizada para designar um ponto fraco ou vulnerabilidade em uma pessoa, organização ou coisa. Segundo a lenda retratada na obra “Ilíada” de Homero, a mãe de Aquiles, a deusa Tétis, mergulhou-o no rio Estige para torná-lo imortal. Como ela o segurava pelo calcanhar, essa parte não foi banhada pela água, tornando-se assim a única fraqueza de Aquiles e causando sua morte na guerra de Troia. Um inimigo descobriu esse ponto fraco e Aquiles foi ferido mortalmente com uma flecha em seu calcanhar.

O certo é que, como nessa narrativa da mitologia grega, eu, você e todos possuímos pontos fracos. Se alguém entender que não possui ponto fraco, esse já pode ser o seu. Ninguém é perfeito, já que só Deus carrega essa formidável virtude. As limitações humanas já fazem parte da vida, e justamente por isso, devemos ter em mente que possuímos um ponto fraco em alguma área. Desta feita, entender este contexto fará com que procuremos melhorar naquilo que pode nos prejudicar.
O que pode ser um ponto fraco de alguém em relação a dinheiro, para outro isso já não será nenhum problema. E esse mesmo que sabe manusear muito bem o âmbito financeiro pode ter um ponto fraco na área sexual. Há também outros pontos fracos, tais como bebidas alcoólicas, gula, jogos de azar, uso excessivo do aparelho celular, avareza, trabalho excessivo, egoísmo, drogas, preguiça, cobiça, ira, orgulho e uma série de distúrbios existenciais e fraquezas emocionais. Se o ponto fraco não for efetivamente domado ou ao menos equacionado, pode derrubar alguém e deixá-lo prostrado, sem condições de recuperação.
O ponto fraco de um indivíduo pode ser até mesmo a má escolha de uma amizade. Observamos quase que cotidianamente confusões entre “amigos” em bares, que do nada começam a discutir e, infelizmente, um mata o outro. O que matou o outro era amigo de verdade? É evidente que não! Muitos possuem um ponto fraco nessa área, ou seja, não escolhem bem as amizades. Entendo, respeitando opiniões em contrário, que não existem amigos em mesas de bar*.
Pasmem, amigos, até ser bom demais pode ser um ponto fraco para alguém. De que modo? Alguém pode perguntar.
Há indivíduos que fazem tudo pelos outros, quando se esquecem de si e dos mais íntimos. Pessoas com histórias manipuladoras, mas destituídas da verdade, que, de forma costumeira, pedem ajuda aos mais ingênuos, mas que, no interior, são lobos em pele de cordeiro**, e que já notaram o ponto fraco de alguém e disso se aproveitam.
Até mesmo o amor deve ser dosado com racionalidade, equilíbrio e moderação. Agir com amor deve ser uma tônica em nossa vida, mas não exageremos naquilo que nos prejudique. Como já preceitua o antigo ditado: “Tudo demais é veneno”.
Mas, então, como enfrentar um ponto fraco?
  1. Primeiro passo: aceitar que se possui um ponto fraco;
  2. Segundo passo: reconhecer o seu limite;
  3. Terceiro passo: pedir ajuda a Deus, requerendo autocontrole e sabedoria para vencer o ponto fraco;
  4. Quarto passo:  descansar no Senhor, reconhecendo que a mudança ou o revestimento*** advirá da graça divina, e não tão somente da própria força.

Como conselho final, fuja de tudo aquilo que realce a abrangência e o perigo do seu ponto fraco, para que ele não possa te dominar. Como exemplo prático, podemos mencionar:

  • Alguém que é viciado em bebida alcoólica deve procurar escapar daquilo que possa inflamar esse desejo no coração.

Entendam que algo para o homem pode ser até irrealizável, mas para Deus nada é impossível (Lucas 1.37), e até o nosso ponto fraco pode ser contido.

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*A frase "não existem amigos em mesas de bar" reflete uma visão crítica de que relações construídas ou mantidas na noite são superficiais, passageiras e limitadas à diversão ou ao consumo de álcool, desprovidas de apoio real.

**A expressão "lobo em pele de cordeiro" descreve uma pessoa que finge ser boa, mansa e inocente, mas que esconde intenções más, cruéis ou interesseiras. Ela usa uma máscara de simpatia para enganar os outros e conseguir vantagens.

***Proteção, cobertura.

domingo, 23 de agosto de 2026

DIGERINDO OS PENSAMENTOS

O verbo "digerir" tem como sentido principal fazer a digestão, ou seja, transformar os alimentos consumidos em nutrientes e energia para o corpo. Assim como na alimentação, onde os alimentos são digeridos, também os nossos pensamentos devem passar por certas elaborações.

"Digerir" os pensamentos, no objetivo desta composição, tem a ver com o procedimento de processar, absorver e, em especial, REFREAR a negatividade. Quando não processamos adequadamente um pensamento, podem aparecer sintomas de “indigestão mental”, tais como estresse, ansiedade e até fortes descontroles emocionais.
Um pensamento ruim pode até ocorrer, mas devemos impedir que ele continue. Há uma frase do teólogo Martinho Lutero que se encaixa bem no contexto: “Não podemos impedir que os pássaros voem sobre as nossas cabeças, mas podemos impedir que eles façam ninhos sobre elas.”
Devemos ter muito cuidado com o que pensamos. O pessimismo pode e deve ser afastado, sob pena de tal sentimento entranhar-se na alma e negativar a vida. Conheço pessoas que não se abstiveram de maus pensamentos e tiveram até depressões. 
Ao acordar, não pense logo que o seu dia será complicado. Coordene os seus pensamentos, retirando rapidamente da mente aqueles que não o colocam para frente. Que o pensamento cotidiano seja aquele baseado no bem. Traga para a sua vida aquilo que edifica e fuja de notícias ruins que não lhe dizem respeito. Não viva observando ou escutando relatos de crimes ou acidentes e, para isso, coloque definitivamente no coração que pensamentos influenciam, sejam eles bons ou maus.
Até mesmo antes de dormir, filtre aquilo que você ouve ou toma conhecimento. Se alguém só vive atinando para os maus acontecimentos ou vendo vídeos nocivos, entre os quais "filmes de terror", o restante da noite dessa pessoa ou até mesmo o repouso não será nada satisfatório.
Qual é o fator dominante em tua existência: as más ou as boas ideias?
O bom pensamento traz contentamento para a alma. Assim como as ingerências negativas influenciam, as boas leituras sugestionam positivamente, principalmente quando lemos a Bíblia. Também aquele período de oração diário auxiliará muito a fugirmos dos maus pensamentos. Sinto que perco demais quando passo um dia sem orar. É como se faltasse uma parte de mim. Devemos ter a inteligência e a sabedoria necessárias para compreendermos o bem que a oração nos faz e, ainda por cima, como já mencionado, nos livrará das chateações decorrentes dos pensamentos prejudiciais. Se deixarmos as más reflexões tomarem conta do coração, elas podem ficar tão entranhadas na alma que será dificílimo lidar com os efeitos consequentes.
O mais interessante é que a grande maioria das preocupações advindas dos maus pensamentos não se concretiza. É curiosa tal constatação; todavia, estudos psicológicos e até mesmo o aprendizado equilibrado da espiritualidade confirmam essa concepção esperançosa;
É importante lembrar que, em certos casos, não teremos como evitar que algo ruim aconteça. Mas nem por isso devemos pensar “demasiadamente” que uma situação desagradável possa advir. E, se acontecer uma forte contrariedade, devemos confiar que Deus estará ao nosso lado nos protegendo.
Assim, pensemos em coisas boas e que o dia de hoje será maravilhoso, e logo que acordarmos possamos falar com o SENHOR, que nos ajudará, inclusive, a vencer os maus pensamentos, quando os substituirmos apressadamente por sensações positivas.