Antes de adentrarmos na essência da composição, exporei aqui uma história fictícia:
- Um indivíduo fazia parte de um determinado grupo social, e um dos componentes não o convidou para uma festa na qual todos da turma compareceriam. Ocorre que ele ficou demasiadamente chateado e irritado, e confidenciou a alguns conhecidos que se afastaria daquele agrupamento, pois não o consideravam pelo fato de ser pobre.
Três percepções em relação à “narrativa simulada” (imaginada pelo autor, mas que acontece no cotidiano) merecem comentários:
- Só devemos ir a um local se formos efetivamente convidados, e principalmente se o anfitrião nos considera. Aquele que não me quer em seu domicílio, eu mesmo é que não faço questão de ir lá.
- Tal contexto evidenciado na exposição introdutória mostra que o rapaz possui um visível “sintoma negativo no âmbito emocional” que, se não for devidamente equacionado, pode trazer, a médio ou longo prazo, problemas de convivência que o prejudicarão de sobremaneira. Aqui, eu não discuto o fato do afastamento dele do grupo, pois realmente não o consideravam, mas o destempero do rapaz em mostrar chateação para muitos e se colocar para baixo na sua visão do ocorrido.
- Mesmo que um sentimento de discriminação seja verdadeiro, o mais importante é como reagiremos a esse tipo de situação.
O certo é que viver não é nada fácil e que, se formos fracos em nossas emoções, seremos oprimidos pelo sistema ou perturbados por aquelas circunstâncias que não sobrepujamos adequadamente. Não estamos isentos de passar por chateações. Devemos reagir equilibradamente e com um sentimento de moderação a certos aborrecimentos. Ao procedermos dessa forma, evitaremos que sejamos prejudicados emocionalmente, bem como não perderemos o AMOR PRÓPRIO.
Pois bem, este afortunado versículo 28 do provérbio 25 sintetiza muito bem o que até aqui defendi, pois compara o homem que não tem autodomínio a uma cidade arrombada, sem muros, ou seja, vulnerável e indefesa contra ataques externos. A falta de autocontrole nos tornará suscetíveis a sermos invadidos e prejudicados por transtornos como a ira, a impulsividade e outras emoções incontroláveis.
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* Expressão popular que significa um conselho, o mesmo que dizer "não ligue para os que outros dizem", "vá em frente". Trata-se de um provérbio árabe que vem do fato de os cachorros latirem quando algo estranho passa na rua (principalmente carros), mas apesar dos latidos, os carros passam da mesma forma.