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terça-feira, 18 de agosto de 2026

CONHEÇA!

Na juventude, em termos de livros de ficção, o meu autor preferido era o saudoso escritor e roteirista norte-americano Sidney Sheldon. Li quase todos os livros dele, entre os quais: “O Outro Lado da Meia-noite”, “O Reverso da Medalha”, “A Ira dos Anjos”, “A Herdeira” e o meu preferido, “Se Houver Amanhã”.

Sidney Sheldon também criou as famosas séries televisivas: “Jeanne é um Gênio” e “Casal 20”. Uma particularidade desse autor, bem interessante, era ter o hábito de visitar e pesquisar os lugares, hotéis e restaurantes que descreveria em suas obras, no sentido de garantir realismo às tramas. Como exemplo, temos o livro “As Areias do Tempo”, onde passou duas semanas explorando estradas, vales e montanhas na Espanha. Dessa forma, conhecer bem as locações daria muito mais credibilidade ao enredo, fazendo com que os lugares e situações descritas pudessem entrar com mais força na mente e no imaginário do leitor.
Utilizei este exemplo de um escritor fascinante para demonstrar o quanto CONHECER bem as coisas torna o homem ligado aos detalhes, acontecimentos e contextos que possam facilitar o seu viver.
Para tanto, é bem interessante que possamos conhecer o que pudermos, especialmente:
 
1. CONHECER O QUE ESTAMOS LIDANDO: 
Conhecer bem certos aspectos da vida é, por demais, importante. Seja em relacionamentos, no âmbito profissional ou social. É imperativo que reconheçamos o campo em que estamos pisando para não sofrer decepções ou prejuízos que nos afetem, justamente por não termos tido o cuidado suficiente na verificação. Aqui não estabeleço aquela tensão permanente de querer saber tudo. Obviamente que não, mas apenas o zelo necessário e equilibrado de tão somente “conhecer” o que possa nos reservar determinadas situações. Não temos condições de entendimento geral das coisas, mas o mínimo de conhecimento devemos ambicionar nas conjunturas vivenciadas.
 
2. CONHECER A SABEDORIA DIVINA: 
“Se procurar a sabedoria como se procura a prata e buscá-la como quem busca um tesouro escondido, então você entenderá o que é temer o Senhor e achará o conhecimento de Deus. Pois o Senhor é quem dá sabedoria; de sua boca procedem o conhecimento e o discernimento.” (Provérbios 2.4-6).  
Quando nos dispusermos a conhecer algo, regularmente teremos sucesso. Conhecer a verdadeira sabedoria divina requer um temor reverencial a Deus e reconhecer que Nele está todo o princípio do saber. Desta forma, ao conhecermos o guia prático da sabedoria, precisamente o livro de Provérbios, bem como os demais livros da Bíblia, teremos condições de escolher bem e possuir o discernimento necessário que nos ajudará a proceder com bom senso, sensatez, maturidade, entendimento e autocontrole.
 
3. CONHECER A VERDADE: 
“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32). 
Tal preceito estabelecido no versículo acima aponta para a busca da verdade, principalmente a espiritual, que nos levará a uma existência apropriada. Quem aceita tal ensinamento no coração terá sucesso. A verdade total está em Cristo Jesus, pois, conforme Ele mesmo afirmou em João 14:6: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.”
 
4. CONHECER BEM OS PARCEIROS DE JORNADA: 
Conhecer bem os parceiros da jornada é um passo importante para o sucesso. Não nos enganemos: as boas e más amizades influenciarão fortemente a existência de alguém. Identificar corretamente os companheiros adequados e discernir os falsos é uma boa recomendação. Os amigos leais apoiam nos momentos difíceis e agem com transparência. Já os dissimulados somem nos períodos ruins e só aparecem por interesses próprios. Conhecemos bem uma pessoa quando observamos detidamente os sinais daquilo que ela evidencia. Aquilo que se mostra com regularidade indica o que é, na verdade.
 
5. CONHECER O CAMINHO APROPRIADO: 
Existe a opção correta ou errada no que tange à trajetória de vida. Aqui não há meio termo. Escolher em sintonia com valores pessoais positivos e na prática cotidiana do bem tornará a jornada adequada. Quantos perderam a vida de maneira drástica por entrarem em caminhos dissociados da correção. E que, infelizmente, não tiveram como retornar de uma rota equivocada. Selecionar bem o percurso e o devido suporte divino levará o indivíduo ao itinerário da prosperidade.

Finalizo e exponho aqui, de maneira apartada dos cinco itens acima descritos, que a principal consciência que devemos ter é CONHECER a DEUS. Tal procedimento é uma construção diária de intimidade e relacionamento que nos levará aos mais altos patamares. E isso tem a ver com:

  • Oração;
  • Leitura da Bíblia;
  • Devoção ao SENHOR com cânticos de louvor;
  • Ida à Igreja.

Conhecemos bem a Deus quando estabelecemos com Ele uma relação de respeito, afinidade e obediência. Quanto mais conhecemos algo ou alguém, mais teremos proximidade. A intimidade com Deus torna o homem completo e afortunado. Assim, CONHEÇA o que puder conhecer, mas acima de TUDO procure cada vez mais conviver próximo ao SENHOR.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

O QUE ESTÁ POR TRÁS DOS BASTIDORES?

Bastidores são áreas ou atividades ocultas ao público. Quando definimos o presente termo na arte cênica, ele diz respeito aos espaços ao lado ou atrás do palco (coxias), onde a equipe e os atores se preparam para atuar. No sentido figurado, que é o que mais vai interessar na composição, descrevem os preparativos, negociações ou certas decisões que nem sempre o cidadão comum terá acesso.

O certo é que, pela chamada “teoria da conspiração”, onde uma narrativa explica eventos importantes ou trágicos como resultado de um plano secreto elaborado por grupos poderosos e mal-intencionados, tem-se aumentado de sobremaneira o questionamento: o que está por trás dos bastidores de certos acontecimentos?
Bem, uma certeza possuímos: só o DEUS SUPREMO sabe tudo que aconteceu, acontece ou acontecerá, já que o diabo não possui acesso total às coisas que só o “Todo Poderoso” tem. Quanto a nós, como humanos limitados que somos, não temos como saber tudo o que ocorre por trás de certos contextos ou de muitas coisas ocultas. Reflito que só conhecer o essencial já nos é bastante, e, se soubéssemos tudo o que acontece em certos bastidores, sentiríamos nojo.
As redes sociais são ótimas se bem utilizadas; todavia, também sintetizam o que há de mal na sociedade. Para tanto, não devemos observar tudo o que está evidenciado nelas. Deus exorta-nos a conhecer o que efetivamente devemos identificar, porque Ele sabe que nossa capacidade cognitiva* só deve ir até determinada condição, pois, se passar disso, pode tornar um indivíduo exageradamente místico ou perturbado, o que não é aceitável. Devemos ter uma espiritualidade aflorada**, mas não ultrapassar aquilo que devemos saber sobre o assunto. Certamente, no tempo apropriado, Deus cuidará muito bem dessas conjunturas secretas e prejudiciais, e, desta maneira, deixemos com Ele. 
Portanto, não se perturbem com notícias de bastidores que lidam com casos fantasiosos, inexplicáveis e sobrenaturais, pois, como já explanado, o que devemos saber, Deus nos fará conhecer como resultado de nossa devoção a Ele e pelo poder do Espírito Santo. Quanto àquilo que não é salutar tomarmos conhecimento, deixemos o Senhor cuidar, pois Ele sabe como fazer. Aqueles que se utilizam de bastidores enganosos e traiçoeiros um dia prestarão contas e serão expostos, já que: “Não há nada encoberto que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a ser conhecido. Porque tudo o que vocês disseram às escuras será ouvido em plena luz; e o que disseram ao pé do ouvido no interior da casa será proclamado dos telhados.” (Lucas 12.2-3, versão NAA).
 

_________________

* De conhecimento. Intelectual.

**Exteriorizada, apresentada, manifestada, revelada.

terça-feira, 4 de agosto de 2026

CONTROLE EMOCIONAL: Como reagir aos aborrecimentos?

Antes de adentrarmos na essência da composição, exporei aqui uma história fictícia:

  • Um indivíduo fazia parte de um determinado grupo social, e um dos componentes não o convidou para uma festa na qual todos da turma compareceriam. Ocorre que ele ficou demasiadamente chateado e irritado, e confidenciou a alguns conhecidos que se afastaria daquele agrupamento, pois não o consideravam pelo fato de ser pobre.

Três percepções em relação à “narrativa simulada” (imaginada pelo autor, mas que acontece no cotidiano) merecem comentários:

  1. Só devemos ir a um local se formos efetivamente convidados, e principalmente se o anfitrião nos considera. Aquele que não me quer em seu domicílio, eu mesmo é que não faço questão de ir lá.
  2. Tal contexto evidenciado na exposição introdutória mostra que o rapaz possui um visível “sintoma negativo no âmbito emocional” que, se não for devidamente equacionado, pode trazer, a médio ou longo prazo, problemas de convivência que o prejudicarão de sobremaneira. Aqui, eu não discuto o fato do afastamento dele do grupo, pois realmente não o consideravam, mas o destempero do rapaz em mostrar chateação para muitos e se colocar para baixo na sua visão do ocorrido.
  3. Mesmo que um sentimento de discriminação seja verdadeiro, o mais importante é como reagiremos a esse tipo de situação. 

O certo é que viver não é nada fácil e que, se formos fracos em nossas emoções, seremos oprimidos pelo sistema ou perturbados por aquelas circunstâncias que não sobrepujamos adequadamente. Não estamos isentos de passar por chateações. Devemos reagir equilibradamente e com um sentimento de moderação a certos aborrecimentos. Ao procedermos dessa forma, evitaremos que sejamos prejudicados emocionalmente, bem como não perderemos o AMOR PRÓPRIO.

Entender o que nos causa desconforto emocional é salutar, pois geralmente possuímos o chamado “calcanhar de Aquiles”, ou seja, um ponto fraco, onde a vulnerabilidade ou fraqueza pode se transformar em algo mais sério se não for efetivamente domada pelo controle das emoções. Discernir o que nos afeta é um procedimento fundamental para que possamos lidar com entendimento e segurança sobre aquilo que intenta nos abalar. Assim, nesta providencial identificação emocional, evitaremos que possamos nos prejudicar ou ainda descontar nas pessoas uma possível frustração.
Gosto da frase de Eleanor Roosevelt: “Ninguém pode fazer você se sentir inferior sem o seu consentimento." Esta frase contra-ataca positivamente aquilo que tenta desmerecer uma autoestima sadia. A “declaração” de Eleanor também preconiza que o devido valor ou a percepção de inferioridade depende de uma escolha pessoal e de como reagiremos às palavras ofensivas ou atitudes daqueles que tentam nos desvalorizar.
Por vezes, somos provocados em nossas emoções e queremos reagir bruscamente e sem pensar. Todavia, não será nada adequada tal providência, até porque poderemos piorar a situação, inflamando ainda mais um ambiente já explosivo. Controlar-se e pedir forças a Deus é o mais sensato a se fazer.
Se alguém te provocar, releve! E se a conjuntura não for prontamente resolvida, saia do local, se puder. Geralmente, quem chateia o outro sem necessidade está desequilibrado emocionalmente, tentando transferir suas insatisfações. Já passei por provocações e, nas ocasiões em que reagi, não foi adequado. Ao passo que, quando ignorei, além de manter a classe e honrar a condição cristão, tive os melhores resultados. Quando deixamos Deus tomar conta do emocional, tudo se assentará adequadamente.
Seria hipocrisia da minha parte afirmar que é fácil se controlar. É evidente que não. Se alguém te chatear ou tentar te agredir, seja por palavras ou atitudes, o melhor a se fazer é se afastar e deixar que essa pessoa se cure de suas neuroses e seja feliz longe de você.
Um importante lembrete é necessário: “Quanto mais se cresce na vida, mais o fator emocional será testado.”E não esconderei: “Quando o SUCESSO ocorre concretamente, o indivíduo será exposto publicamente e, possivelmente, as provocações aumentarão e os desconfortos também.” Apesar disso, não se deve ficar apreensivo, pois “enquanto a caravana passa, os cães ladram”,* ou seja, deve-se ignorar as críticas e afrontas e avançar em direção ao objetivo.
E, por fim, como dois versículos bíblicos importantes no controle emocional, têm-se:
 
a) Gálatas 5.22-23: “Mas o Espírito produz este fruto: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.”

b) Provérbios 25.28: “Como uma cidade arrombada, sem muralhas, é o homem que não se consegue controlar.” 

Pois bem, este afortunado versículo 28 do provérbio 25 sintetiza muito bem o que até aqui defendi, pois compara o homem que não tem autodomínio a uma cidade arrombada, sem muros, ou seja, vulnerável e indefesa contra ataques externos. A falta de autocontrole nos tornará suscetíveis a sermos invadidos e prejudicados por transtornos como a ira, a impulsividade e outras emoções incontroláveis.

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* Expressão popular que significa um conselho, o mesmo que dizer "não ligue para os que outros dizem", "vá em frente". Trata-se de um provérbio árabe que vem do fato de os cachorros latirem quando algo estranho passa na rua (principalmente carros), mas apesar dos latidos, os carros passam da mesma forma.


terça-feira, 28 de julho de 2026

BOM TEMPERO!

Regularmente, eu faço refeições em restaurantes, e tal contexto fez com que o meu paladar ficasse ainda mais apurado. E uma certeza eu possuo: o tempero não será igual, diferenciando-se de um restaurante para o outro.

É de conhecimento geral que, quanto mais sofisticado for o restaurante, a tendência será a comida ser mais caprichada e gostosa, o que não impedirá que certos restaurantes “ditos caseiros” possam ter iguarias também apetitosas.
O segredo dos grandes chefs* dos restaurantes de alto nível ou daquela cozinheira mais simplória de uma pequena cantina está no tempero, e, em algumas vezes, eles não o relatam para ninguém. Os grandes, tradicionais ou humildes restaurantes podem comprar os mesmos mantimentos; todavia, dificilmente o tempero usado por cada cozinheiro será igual.
Trazendo a expressão “bom tempero” para uma espécie de metáfora, podemos nos referir a algumas características que darão sentido, valor e qualidade à existência. Senão vejamos:

1. BONS RELACIONAMENTOS:

Como são importantes as relações! É importante admitir que o relacionamento, adequado ou não, pode até interferir no destino de alguém. Assim, tempere a sua vida com boas amizades e o resultado será uma caminhada existencial harmoniosa e próspera.

2. ESCOLHAS ACERTADAS:

Como em uma comida saborosa, quando o tempero advém da boa escolha do cozinheiro, a existência também receberá uma considerável influência do que alguém escolher como opção, seja na área profissional, sentimental ou, principalmente, no âmbito espiritual.

3. EXPERIÊNCIAS BEM APLICADAS:

Se você erra uma vez, a culpa total poderá até não ser sua; todavia, se errar no mesmo contexto pela segunda vez, aí a responsabilidade será toda sua. A experiência do cozinheiro faz com que, cada vez mais, a comida se torne aperfeiçoada. Na vida, não será diferente, pois a experiência torna o indivíduo tarimbado para se esmerar em algo ou, ao menos, não repetir erros.

4. GOSTAR DO QUE FAZ:

Eu conheço uma cozinheira que, na simples combinação de feijão, arroz e ovo frito, faz com que a refeição fique deliciosa. Quando eu pergunto a ela quais são os temperos usados, ela me responde alegremente: "Amor e dedicação". Pois, então, assim é a nossa caminhada, principalmente na área profissional, quando gostamos do que fazemos. Alguém já afirmou: “Quando trabalhamos no que apreciamos, não precisamos de férias!”

5. BONS PROPÓSITOS:

Quando o cozinheiro possui talento e quer fazer uma comida apetitosa, ele conseguirá. Na fusão de um dom natural e o propósito de fazer algo com excelência, geralmente se terá sucesso.
Qual é o teu desígnio existencial?
Aí estará o segredo da distinção. A essência da missão de alguém é a sua maior vontade, traduzida na prática.

Ter um bom tempero criativo e a combinação de bons relacionamentos, escolhas acertadas, experiências aproveitadas, apreciar o que faz e ter um bom propósito consubstanciará, assim, uma jornada adequada e fadada ao sucesso. Uma cozinheira dedicada procura se esmerar na criação de um prato delicioso. Da mesma maneira, somos nós. Devemos fazer o nosso melhor em qualquer empreendimento em que estejamos envolvidos.  

Uma comida criteriosamente preparada ou o que planejamos sairá a contento**?
Não sabemos, mas pelo menos estaremos realizados de certa forma, pois intentamos FAZER O MELHOR!
Não podemos esquecer que o principal tempero (ingrediente) da vida, que é ter uma espiritualidade sadia, se alicerçará em Cristo Jesus, pois assim como o pão faz parte da culinária, o mestre, conforme ele salientou em João 6.35: “É o pão da vida; aquele que vai a Ele não terá fome.” Aqui Jesus não fala tão somente do pão físico, mas da necessidade espiritual do homem que só será satisfeita Nele.

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*Termo francês para chefe de cozinha. Chefs são profissionais de elite na cozinha, responsáveis por planejar cardápios, gerenciar equipes e criar experiências gastronômicas em restaurantes, hotéis e indústrias.

** A expressão “sair a contento” significa que algo foi realizado com sucesso, de forma satisfatória, ou que atendeu às expectativas plenamente.

terça-feira, 21 de julho de 2026

TEM CONVERSAS QUE NÃO SÃO PARA TODOS!

Como é salutar “conversar”. Em singulares diálogos, aprenderemos, ensinaremos, trocaremos experiências, desabafaremos, daremos e receberemos conselhos. Enfim, uma espécie de entendimento mútuo que nos fará bem, especialmente quando a comunicação for confiável, verdadeira e equilibrada. Todavia, existe um impedimento que é fundamental para que a conversa seja eficaz e destituída do perigo de vazamento de informações ou simplesmente fique livre de uma inconfidência, que é:

  • Com quem você conversa e quem escuta esses diálogos.

Há conversações que são públicas e não trazem maiores cuidados, já que são adequadas a todos os tipos de personalidade, entendimento e maturidade. Para participar de tais reuniões ou encontros, não é necessária uma maior reserva, pois o que é dito não carrega grande responsabilidade, até mesmo em sua divulgação.

Já outras conversas não são apropriadas para todos os públicos e conjunturas, devendo ser limitadas, principalmente quando necessitam de:

1. PRIVACIDADE:  
Assuntos pessoais mais sérios, como, por exemplo, uma “confidência”, não podem ser evidenciados para qualquer um. A confiabilidade no ouvinte de um diálogo mais reservado deve se esmerar em um cuidado imprescindível, até porque a divulgação do que deve ser privado pode trazer problemas irremediáveis.

2. PROFISSIONALISMO 
O que é profissional deve ficar limitado ao âmbito respectivo, assim como o que acontece na vida pessoal deve ser, obviamente, circunscrito ao particular. Em uma “roda de conhecidos”, não é adequado conversarmos sobre atividades ocupacionais, já que, infelizmente, alguém do meio pode ter pensamentos maldosos e até nos prejudicar, justamente por não termos tido a “segurança” necessária ao tratar de um assunto que deveria ser reservado ao âmbito profissional.

3. MATURIDADE
Nem todos terão maturidade para ouvir coisas sigilosas ou para participar de algumas conversas. Darei um exemplo que pode até parecer “pura pretensão” de quem age assim, o que nem acho que seja, mas não me omitirei, nem tampouco serei hipócrita, e assim ilustrarei: 
  • Alguém muito rico não deve sair conversando por aí, demonstrando a qualquer um o que possui. Muito embora não ache conveniente dizer a ninguém o que se tem, todavia certas coisas entre os “mais abastados financeiramente” são até aceitáveis, já que são possuidores do mesmo nível social e do mesmo raciocínio em relação ao âmbito financeiro. O indivíduo rico pode e deve ter amigos pobres, mas não deve constrangê-los com revelações sobre o que possui, pois o mais simples não terá o desenvolvimento emocional suficiente para lidar com tal deslumbramento. Então, não se deve conversar sobre determinados assuntos, especialmente quando alguém não tiver maturidade para entender o contexto da argumentação.

Compreender as circunstâncias existenciais é um ponto importante para reconhecer quando o assunto é público ou privado. Nem todos terão discernimento, intelecto, sabedoria e conhecimento para conviver com certos contextos que acontecem contigo e que devem permanecer na privacidade. É salutar tratar todos bem e, com alegria, compartilhar nossas histórias; todavia, viver não é simples, e certos “procedimentos” devemos limitar aos mais íntimos.

Por outro lado, não há limite quando a conversa é sobre Deus, pois tal posicionamento deve ser público, para que todos ouçam e que o evangelho seja proclamado para todas as nações (Marcos 13.10).

quarta-feira, 15 de julho de 2026

SUBESTIMAR

Subestimar é atribuir a alguém ou a algo uma importância menor. No sentido mais comum, é o mesmo que menosprezar.

Tenho como costume não subestimar ninguém, nem desmerecer certos contextos em que estou envolvido. De igual maneira, não gosto de ser subestimado (quem gosta?), principalmente quando uma pessoa se aproxima, querendo brincar com o meu senso de discernimento. O famoso dito “Querem subestimar a minha inteligência” ocorre por demais nas relações humanas, quando alguém não dá o devido mérito, respeito ou crédito à capacidade de outrem, julgando o semelhante como menos capaz.
Costumo comentar com os mais chegados que determinadas pessoas pensam que só elas sabem das coisas, imaginando que os outros são ingênuos. Entendo que alguns se portam como massa de manobra*, mas a grande maioria consegue PENSAR. Alguns indivíduos acreditam ou possuem a certeza de que o "povo é besta", quando concebem que grande parte da população é tola, desinformada ou facilmente manipulável.
As redes sociais acarretam coisas prejudiciais; todavia, entendo que trazem muito mais contextos positivos, tais como tornarem as pessoas mais informadas. Certa vez, contemplei duas operárias conversando sobre a situação política de uma determinada cidade e, para minha admiração e satisfação, ambas estavam bem atualizadas, pelo que pude observar da conversa. Foi-se o tempo em que poucas pessoas sabiam de algo ou tinham acesso à informação.
O conhecimento faz com que alguém tenha referência sobre o assunto que se propõe a comentar. Lembro de um fato que vem a propósito sobre se manter sempre informado, que é o seguinte:
  • Um repórter entrevistou Adolf Hitler e lhe fez a seguinte pergunta: - Do que o senhor tem mais medo? Aí, o Führer** simplesmente respondeu: - Tenho medo de uma pessoa bem informada. O jornalista ficou surpreso, pois esperava uma resposta mais contundente, totalmente diferente do que recebeu.
Não é difícil entender a resposta de Hitler. Assimilo que o ditador imaginava em seu coração que o indivíduo informado é bem mais complexo de ser manipulado, pois ele tem a noção do que se passa, não devendo ser subestimado, já que não é facilmente enganado. Não desvalorizemos ninguém! Devemos dar o devido valor e respeitar o potencial do semelhante, evitando inferiorizar sua capacidade, inteligência ou força de vontade.
Ao nos deslocarmos de nossa residência, tenhamos em mente que encontraremos pessoas inteligentes, que nem sempre, à primeira vista, serão detectadas, mas nem por isso devem ser depreciadas. Não devemos subestimar os outros, da mesma forma que não gostamos que nos subestimem. Absorvam que não sabemos de tudo. Aquela capacidade que nos falta pode sobrar no semelhante e vice-versa.
Assim, vamos evitar pensar que alguém não é capaz de algo, pois muitas vezes temos o desconhecimento do que ele é apto a fazer por detrás de uma aparência que não chama atenção.  Que tenhamos a sabedoria e a informações necessárias, e, principalmente o reconhecimento do que significamos para Deus, pois tal combinação impossibilitará que soframos com as consequências de uma depreciação qualquer. Além disso, não devemos esquecer que muitos se perderam por menosprezarem os adversários ou subestimarem as circunstâncias. 
 
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*Massa de manobra é uma expressão utilizada para descrever um grupo de pessoas que é manipulado, influenciado ou conduzido por terceiros para servir aos propósitos desses agentes, geralmente sem que o grupo tenha plena consciência de que está sendo usado.

**Führer é uma palavra alemã que significa literalmente "líder", "guia" ou "condutor". Derivada do verbo führen (conduzir), é uma palavra comum no idioma germânico, mas ganhou notoriedade histórica ao ser adotada como título por Adolf Hitler durante o regime nazista.