Geralmente, um pecador (aqui com sentido genérico - homem e mulher) obstinado pensa que nunca será vítima do próprio mal. Ele entende que é sempre o mais esperto e que nunca será pego nas suas insanidades, pois acha que:
- É o maior mulherengo e possui todas as mulheres aos seus pés.
- É o maior bebedor de cachaça, pois se considera mais forte do que a bebida alcoólica.
- É o mais inteligente nos jogos de azar que envolvem apostas, nunca perdendo e que ninguém ganha dele.
- É o mais sabido em negócios ilícitos, já que ninguém pode pegá-lo ou descobrir suas negociatas.
Enfim,
o pecador acha que está imune contra tudo e todos. E é aí onde abrange o maior
perigo para ele, pois, como preceitua o provérbio português: "Um dia é da
caça, o outro é do caçador."*
O ser
mais inteligente no que tange ao mal e ao pecado é o inimigo de nossas almas: o
diabo. Ele aprisiona o homem à própria sorte, especialmente aquele com
intenções malignas, onde "oferece com uma mão e toma com as duas",
indicando o alto preço do pecado.
- O "conquistador barato" que engana todas as mulheres pode, um dia, encontrar uma "Dalila",** que pode deixá-lo inteiramente dominado pela paixão e tolo como uma criancinha inocente, onde o feitiço da sedução pode impedir que ele reflita e saia da situação. E daí, ele pagará por tudo aquilo que praticou ao defraudar*** mulheres, quando não tinha a menor intenção de levá-las a sério
- O mal também pode vencer no que concerne ao vício da bebida, pois, como uma "cobra venenosa", pode inebriar o dependente, levando-o a um caminho sem retorno, pois a "picada", infelizmente, um dia será letal.
- Em relação à jogatina,**** o viciado pode começar ganhando e, pouco a pouco, vai ficando com excesso de confiança, achando que domina a situação, e termina apostando um carro e até a própria casa, desperdiçando tudo no jogo.
- Alguns vivem em negociatas ilegais, achando que nunca serão pegos, enganando muitos, até que, um dia, vem o acerto de contas. Como afirma um amigo: "Geralmente vem numa esquina e repentinamente", onde pagarão por tudo que fizeram.
Ocorre
que qualquer tipo de pecado é como se fosse uma "roleta russa",***** onde o participante pode não ser derrubado
na primeira vez, mas, na continuação dos atos, um dia arcará com as
consequências dos seus desatinos, sem que tenha mais condições de recuperação.
A
caminhada do pecador habitual é assim mesmo, ou seja, repleta de falhas, já que
desviou-se do caminho divino, sujando-se na própria lama existencial. Durante
grande parte de sua vida, ele esqueceu de invocar "Aquele" que
poderia livrá-lo das consequências da desobediência. Mas temos boas novas para
quem vive no erro: Deus é magnânimo e, mesmo com o endurecimento de certos
homens contra os mandamentos divinos, Ele estabelece um retorno para o bem. A redenção do ímpio
para as suas culpas está no arrependimento e na consequente remissão de todos
os pecados, que só advirá com a participação mediadora de Cristo Jesus.
Assim,
devemos entender que a carne é fraca, pois o diabo, nosso maior inimigo, anda
ao derredor como um leão, rugindo e procurando a quem tragar. Agir com
vigilância e atenção é necessário, resistindo contra o maligno e permanecendo
firme na fé, pois só Jesus pode guerrear a nosso favor contra as astutas
ciladas do inimigo, cortando os seus mais terríveis efeitos e nos perdoando de
todos os pecados.
_______________
* Ditado popular que
passa a ideia de que, na vida, um dia você perde e no outro você ganha.
** A história de Dalila está narrada no livro bíblico
de Juízes, e que foi a mulher que seduziu e traiu Sansão. O nome Dalila
traduzido significa "oscilante, pendente."
*** Defraudação emocional
é quando alguém gera em outra pessoa uma expectativa sentimental que não poderá
ser suprida. É algo que a pessoa não está disposta a suprir, ou não tem
condições de suprir. Em suma, defraudar é usar, é "tirar proveito" do
outro, sem desejar um verdadeiro compromisso.
**** Ato compulsivo e
intenso de jogar de modo prolongado, geralmente, jogos de azar (baralho,
roleta, jogo de bicho, etc).
***** Operação que consiste em deixar
uma só bala no tambor de um revólver, fazê-lo girar, apontar o cano da arma
para si próprio ou para outrem, e apertar o gatilho, isso por bravata e/ou
desejo de experimentar fortes emoções.

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