Texto com um título diferente,
mas perfeitamente plausível em face de algumas circunstâncias existenciais. Em
relação à palavra "aperreou", ressalto que é o “pretérito perfeito”
do verbo aperrear, o qual significa: incomodar, irritar, perturbar ou aborrecer
alguém.
Sou um homem que busca
incessantemente a paz. Daí, se tiver como fugir de qualquer tipo de aperreio,
assim procedo. Não me dou bem com pessoas irritantes ou que tentem complicar a
minha vida. Entendo que aquilo que no interior contém transtorno não pode vir
de Deus, pois o Senhor é artífice da harmonia. A PAZ que tanto almejo utilizo como
“árbitro/juiz”*
no coração, ou seja, não é apropriado permanecer onde não há entendimento e a
confusão impera.
Então, para aquilo que me oprime,
se puder e tiver como, me afasto imediatamente, seja de ambientes ou de
determinadas pessoas. Utilizei a expressão “se puder”, já que há contextos,
como profissionais, familiares e certos recintos em que teremos forçosamente de
conviver, e assim não será tão fácil o devido afastamento.
Indivíduos que me
incomodam em demasia e que não me trazem paz, se puder, pulo fora. Vá aperrear
outro! Algumas pessoas são complicadas por natureza e ainda tentam transferir
suas afobações emocionais para os outros, e não temos nem como ajudá-las, pois
elas não deixam, por acharem que não possuem problema algum. Lidar com pessoas
que nos aperreiam é custoso. Reconheço que é difícil não responder às
provocações e aos descontroles de terceiros, e o pior é que, se houver
contestações de nossa parte, isso pode agravar ainda mais a situação. Sim,
porque há pessoas que são tão manipuladoras que, quando reagimos às afrontas,
ainda tentam trazer culpa para a nossa mente, quando elas são as erradas e
desestruturadas emocionalmente. Sei o que estou aqui expondo, pois já senti na pele
tal conjuntura e atesto ser altamente doentia.
Como já explanado, se o convívio
não for obrigatório, o distanciamento é o recurso mais eficaz. Fuja desse tipo
de indivíduo e foque em você, pois é melhor estar só do que estar acompanhado
de pessoas indesejáveis e desestabilizadas emocionalmente. Pode até parecer uma
atitude egoísta tal posicionamento, mas é para a nossa própria defesa. Usar a
inteligência emocional e estabelecer limites para aproximação é importante
neste tipo de circunstância.
Desta forma, se alguém, pela convivência, não te traz paz e você padece, ou melhor, se aperreia muito, "pernas, para que te quero",** pois se você continuar nesta infeliz empreitada, terás tudo a perder, inclusive ter um esgotamento físico, quando não passar por um estresse decorrente de tal relação. Assimilem que, por mais preparado que alguém seja na área emocional, não consegue conviver constantemente com inquietação, e, para tanto, se a causa não for efetivamente erradicada, o prejuízo será grande. Gosto de convivências e não tenho vocação para ser um solitário, mas, se alguns me trouxerem mais prejuízos do que satisfações: TÔ FORA.
E, como lembrete final, advirto: a RAZÃO tem que ser mais forte do que a EMOÇÃO que te prende a alguém ou a qualquer contexto que te aperreia.
_______________
*O conceito de "paz como árbitro" ou
"paz como juiz" baseia-se na interpretação bíblica de Colossenses 3:15, onde
o apóstolo Paulo instrui: "Que
a paz de Cristo seja o árbitro (ou juiz) em seus corações".
Esse conceito refere-se a utilizar a tranquilidade interior e a harmonia
espiritual, provenientes de Deus, como critério decisivo para tomar decisões e
guiar atitudes.
**"Pernas, pra que te quero" é uma
expressão que significa fugir rapidamente, sair em disparada ou se mandar de um
lugar por medo ou perigo. Ela denota uma fuga em pânico, indicando o uso máximo
da agilidade das pernas para alcançar um local seguro.
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